'Tudo será revelado', diz presidente do STF sobre investigações de corrupção
Ricardo Lewandowski afirmou ter segurança de que os processos serão concluídos
Brasil|Do R7

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, disse na manhã desta segunda-feira (19) que as investigações de corrupção representam uma "revolução" no Brasil e se devem à independência de juízes que atuam protegidos de qualquer interferência política.
— Não tenho dúvida de que tudo será revelado e virá à tona. [...] As investigações têm sido muito bem conduzidas.
Lewandowski também ressaltou ter segurança de que os processos sobre corrupção serão concluídos. Sem citar nominalmente o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato em primeira instância, o presidente do STF disse que ele está investigando os "figurões" ligados ao escândalo da Petrobras.
— Estou muito, muito, muito orgulhoso dos nossos juízes no Brasil.
Lewandowski afirmou que a condenação de altos executivos de empresas a penas de 15 a 20 anos de prisão é algo "realmente novo" no País.
— O Judiciário no Brasil é hoje um pilar da democracia, do nosso Estado democrático.
O presidente do STF ressaltou que nem mesmo ele pode interferir nos processos ou pedir a suspensão das investigações.
— O que está ocorrendo agora no Brasil é o resultado da independência dos nossos juízes.
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Em entrevista antes da palestra, Lewandowski destacou que ainda não há um processo formal contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas disse que há uma "incompatibilidade prática" entre uma eventual condenação à prisão pelo STF e o exercício do mandato parlamentar.
— Não estou me referindo a nenhum caso em particular nem antecipando o meu voto, minha opinião, meu pronunciamento sobre uma possível ação penal contra o presidente da Câmara.
Segundo ele, na hipótese de Cunha vir a ser condenado no exercício do mandato parlamentar, pode haver debate sobre a necessidade de autorização do Congresso Nacional sobre sua cassação.
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O ministro lembrou que o STF tratou do assunto no processo que envolveu o ex-deputado petista José Genoino, quando decidiu que a condenação à prisão era incompatível com o mandato parlamentar. Apesar de a composição do tribunal ser diferente hoje, Lewandowski indicou que a "incompatibilidade" entre as duas situações se mantém.
O presidente do STF observou que não há, "por enquanto", nenhum pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de retirada de Cunha do cargo de presidente da Câmara.
— Essa é uma medida extrema e se for o caso será submetida ao plenário do Supremo Tribunal Federal, aos 11 ministros.















