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Ucrânia diz que tropas foram atacadas por forças russas

Presidente da Ucrânia encurta viagem após Rússia atacar forças do governo ucraniano

Brasil|Do R7

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O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, encurtou nesta quarta-feira (21) uma viagem ao exterior depois que seu governo acusou forças regulares russas de atacarem suas tropas no leste da Ucrânia.

A acusação contra Moscou, feita na terça-feira, foi uma das mais graves feitas pela Ucrânia sobre o envolvimento militar direto da Rússia no conflito entre os separatistas pró-Rússia e as forças do governo ucraniano, iniciado há cerca de nove meses.

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"Apesar de acordos preliminares, unidades militares ucranianas foram atacados no norte da zona operacional antiterrorista por formações militares regulares das Forças Armadas da Rússia", disse o porta-voz ucraniano Andriy Lysenko.

Um porta-voz para a operação militar no leste, Roman Turovets, disse por telefone: "As tropas ucranianas detiveram o avanço do inimigo e estão se reagrupando para empurrar o inimigo para trás".

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Os confrontos de terça-feira eclodiram em dois postos de controle perto da cidade de Slovyanoserbsk, a noroeste de Lugansk.

Segundo Lysenko, a Ucrânia tinha identificado a movimentação da infantaria motorizada russa em direção à fronteira ucraniana, bem como uma divisão de artilharia. Não foram divulgados números de vítimas no confronto.

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O novo enfrentamento levou Poroshenko a encurtar sua visita ao Fórum Econômico Mundial, na estância suíça de Davos, e voltar para a Ucrânia, disse seu porta-voz no Facebook.

A afirmação da Ucrânia de que suas tropas estão agora envolvidas em confrontos diretos com forças regulares russas em suas regiões orientais separatistas se seguiu a acusações do governo ucraniano de que os militares russos intensificaram as operações em apoio aos rebeldes.

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Apesar de o Ocidente e o governo ucraniano afirmarem que há provas claras do envolvimento da Rússia, Moscou nega que forças regulares do país estejam atuando na Ucrânia.

A região ao redor de Lugansk inclui uma grande faixa de fronteira com a Rússia e, como grande parte está sob o controle dos separatistas, a área propicia a entrada de equipamento militar e as forças russas.

O primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, disse na segunda-feira que armamento, incluindo foguetes de fabricação russa, estava inundando o país. Na terça-feira, Lysenko declarou que dois batalhões táticos, cada um dos cerca de 400 homens, tinha, cruzado da Rússia para a Ucrânia – acusação que o ministério russo da Defesa classificou como "um absoluto disparate”.

Em um comunicado separado, o Ministério da Defesa ucraniano disse que as forças ucranianas se retiraram de um dos dois postos de controle atacados e que estavam tentando desalojar as forças inimigas.

Por Natalia Zinets e Richard Balmforth

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