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Vaccarezza diz à mulher de empreiteiro preso que 'está à disposição'

Empresário foi um dos presos no dia 14 de novembro, na sétima fase da Operação Lava Jato

Brasil|Do R7

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A Polícia Federal interceptou o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) em conversa telefônica com a mulher do executivo José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da construtora OAS, em que ele se "colocou à disposição" da família "para qualquer situação". O empresário foi um dos presos no dia 14 de novembro, na sétima fase da Operação Lava Jato - batizada de Juízo Final.

"Esse (telefone) de Brasília fica ligado direto, pode ligar, se quiser alguém ligar pode mandar. No que precisar eu estou à disposição", avisa Vaccarrezza, quando ainda era deputado. A conversa foi monitorada por meio das interceptações feitas nos telefones de Léo Pinheiro, inclusive em um aparelho usado pela mulher do executivo.

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A ligação ocorreu às 15h do dia 24 de novembro, dez dias após ser deflagrada a primeira ofensiva contra o braço empresarial do esquema de corrupção na Petrobras. Foi Vaccarezza quem ligou para a mulher do acusado.

"Alô, Ângela, aqui é o Vaccarezza. Eu sei que não está tudo bem, eu estava no exterior. Eu estou ligando primeiro para me solidarizar e para dizer que sou amigo do Léo. Eu sei que você não precisa de nada, mas se você precisar de alguma coisa, queria que contasse comigo."

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O ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, entre 2010 e 2012, Vaccarezza diz estar "sofrendo bastante" com a prisão do executivo da OAS.

"Eu sou amigo dele (Léo Pinheiro) de muitos anos. Não tem nada de política, não tem negócios, eu gosto de Léo pessoalmente", argumento Vaccarezza.

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"Acho injustiça como ele está sendo tratado. Pode ter certeza e falar para os seus filhos que ele é um homem de bem não merecia ser tratado desse jeito."

A mulher informa Vaccarezza que visitaria o marido nos próximos dias. Pinheiro está preso na custódia da PF, em Curitiba, desde o dia 14 de novembro. "Eu queria que você desse um abraço", diz o ex-deputado.

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Relatório

A PF já tinha encontrado citações ao nome do ex-deputado. Relatório de monitoramento sobre o doleiro Alberto Youssef identificou troca de mensagem entre ele e o ex-deputado André Vargas (expulso do PT e cassado) em que é citado o nome de Vaccarezza.

"Os indícios apontam que o alvo Alberto Youssef mantinha relações com o deputado federal Cândido Vaccarezza, inclusive indicando que houve uma reunião na casa do deputado federal Vaccarezza, reunião esta entre Alberto Youssef, deputado federal André Vargas e Pedro Paulo de Leoni Ramos." Ramos é ex-ministro do governo Fernando Collor e era sócio de Youssef em negócios de investimento.

O ex-deputado tem negado qualquer irregularidade. Procurado ontem, ele não foi encontrado.

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