Vereadora pede prisão de membros do PSOL que chamam ex-presidente israelense de "genocida"
Em texto, grupo acusa vencedor do Nobel da Paz de "violação dos direitos humanos"
Brasil|Do R7

A vereadora carioca Teresa Bergher (PSDB) encaminhou uma queixa-crime ao Ministério Público Estadual pedindo a prisão de membros do PSOL. No documento, enviado aos procuradores na semana passada, ela tem como base um texto publicado pelo site Corrente Socialista dos Trabalhadores, ligado ao partido, sobre a morte do ex-presidente israelense e vencedor do Prêmio Nobel da Paz Shimon Peres. Ele é chamado de "genocida" e "terrorista".
O texto foi publicado no dia 9 de outubro e cita a morte de Peres, aos 93 anos. "[Peres] é o responsável direto das agressões e bombardeios, execuções extrajudiciais e violação dos direitos humanos que sofrera durante décadas o povo palestino. Peres tem sido o ideólogo do terrorismo do estado na sua máxima expressão", diz um trecho.
Teresa Bergher protocolou a denúncia no Ministério Público baseada na lei 7.716/89. Ela diz que os autores do texto cometeram crime de racismo.
"Assim que tomei conhecimento do teor do texto, interpelei PSOL, para que se pronunciasse. O texto destila ódio, preconceito e intolerância contra o humanista e pacifista de Shimon Peres e todo o povo judeu. É uma ação fascista e antissemita que deve ser combatida com rigor, os responsáveis devem ser punidos para que a ofensa não se repita. Não é a primeira vez que esta corrente do PSOL discrimina e agride o povo judeu. Foi a mesma que ateou fogo à bandeira do Estado de Israel e precisa ser contida, antes que o ódio cresça", escreveu a vereadora, que também pede a retirada do texto do site.
Em um comunicado no Facebook, Corrente Socialista dos Trabalhadores diz que a nota está sendo utilizada pela imprensa para "tirar o foco da disputa eleitoral do Rio de Janeiro".
"Reafirmamos nossa solidariedade com o povo palestino e com todos os oprimidos do mundo. Lutamos contra qualquer discriminação à etnias, povos e religiões. Por isso a acusação de que a Corrente Socialista dos Trabalhadores é antissemita não passa de uma calúnia", dizem os militantes.















