Vídeo de reunião ministerial citada por Moro chega à Polícia Federal

Exibição do arquivo para advogados de Moro, a PGR e a AGU está marcada para acontecer já nesta terça-feira (12)

Sérgio Moro diz que foi ameaçado por Jair Bolsonaro

Sérgio Moro diz que foi ameaçado por Jair Bolsonaro

Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

O HD com o vídeo da reunião ministerial na qual o ex-ministro Sérgio Moro afirma ter sido ameaçado pelo presidente Jair Bolsonaro já está em poder da PF (Polícia Federal).

O ministro Celso de Mello, STF (Supremo Tribunal Federal), determina que tanto Moro e os advogados dele quanto a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a AGU (Advocacia-Geral da União) poderão assistir ao vídeo uma única vez. A exibição da reunião está marcada para acontecer já nesta terça-feira (12), na sede da Polícia Federal em Brasília.

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O vídeo foi encaminhado inicialmente pelo AGU ao ministro Celso de Mello,, que agora disponibilizou o arquivo para o órgão responsável pelas investigações. 

Moro alega que foi ameaçado pelo presidente Jair Bolsonaro na reunião. De acordo com Moro, o presidente disse no encontro que iria "interferir em todos os ministérios" e que iria demiti-lo caso não concordasse com a troca no comando da PF.

Segundo o ex-ministro, as imagens do vídeo também conteriam o registro de um desentendimento entre os ministros da Economia, Paulo Guedes, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

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Antes de entregar o vídeo, a AGU (Advocacia-Geral da União) apresentou um pedido a Celso de Mello ‘reconsideração’ de decisão que obrigou o Planalto a apresentar a gravação. Na ocasião, o governo alegou que foram tratados "assuntos potencialmente sensíveis e reservados de Estado" na reunião.