'Vivemos um grande risco após as eleições', diz procurador Dallagnol
Coordenador da Lava Jato no Paraná, procurador da República afirmou que eleitos vão tentar esvaziar as investigações e atacar instituições da Justiça
Brasil|Thais Skodowski, do R7

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, disse que as investigações contra a corrupção estarão “em risco” após as eleições de outubro de 2018.
“Nós, no Brasil, vivemos um grande risco depois das eleições, porque o atual cabide eleitoral já vai ter acontecido e, eles [políticos] só poderão ser responsabilizados nas urnas daqui 4 anos”, disse o procurador.
Ainda segundo Dallagnol, o próximo ano será de ataques contra a operação e instituições.
“Vai ser um período crônico de ataque e esvaziamento das investigações, além de ataques as instituições da Justiça”, complementou.
A declaração do jurista vai de encontro com uma fala do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos na Lava Jato, que na semana passada, disse que há risco que as investigações da operação não sigam adiante dependendo do resultado das eleições.
Dallagnol participou nesta quarta-feira (1º), em São Paulo, de um painel sobre “Experiência das forças-tarefas e seus legados para os futuros das instituições”, em um seminário promovido pela Unafisco (União nacional dos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil).
Além do procurador, Roberto Leonel, chefe do Escritório de Pesquisa e Investigação na 9ª Região Fiscal, explicou a participação da Receita Federal na Operação Lava Jato.
Ayres Britto
O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ayres Britto discursou sobre a arrecadação e os diretos fundamentais. O jurista disse que o atual número de desempregados no país é um “atentado violento ao pudor” e que a tributação deveria ser a maneira do estado fazer justiça social.















