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Voto pelo "sim" em referendo na Turquia lidera com 52,8% após 90% dos votos apurados

Brasil|Do R7

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ANCARA/ISTAMBUL (Reuters) - Os votos favoráveis a mudanças constitucionais para dar amplos novos poderes ao presidente turco, Tayyip Erdogan, lideravam com 52,8 por cento após cerca de 90 por cento das cédulas serem computadas, informou a agência estatal de notícias Anadolu.

Antes da votação deste domingo, pesquisas de opinião mostravam uma acirrada liderança para o "sim", que substitui a democracia parlamentarista da Turquia por uma presidência poderosa e pode colocar Erdogan no cargo até ao menos 2029.

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O resultado irá moldar as tensas relações da Turquia com a União Europeia. O país membro da Otan conteve o fluxo de imigrantes – principalmente de refugiados das guerras na Síria e Iraque – para o bloco, mas Erdogan disse que pode revisar o acordo após a votação.

Uma multidão gritava "Recep Tayyip Erdogan" e aplaudia à medida que o presidente apertava mãos e cumprimentava pessoas após votar em uma escola próxima a sua casa em Istambul. Sua equipe entregou brinquedos para crianças na multidão.

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"Se Deus quiser, acredito que nosso povo irá decidir em abrir o caminho para um desenvolvimento muito mais rápido", disse Erdogan na mesa de voto após votar.

"Acredito no senso comum democrático do meu povo."

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Cerca de 55 milhões de pessoas eram elegíveis para votar em 167.140 mesas de votação. Eleitores turcos no exterior já votaram.

O referendo dividiu amargamente a nação. Erdogan e seus apoiadores dizem que as mudanças são necessárias para melhorar a atual constituição, escrita por generais após um golpe militar de 1980, confrontar os desafios de segurança e políticos que a Turquia enfrenta e evitar os frágeis governos de coalizão do passado.

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Oponentes dizem ser um passo para maior autoritarismo em um país onde cerca de 47 mil pessoas foram presas pendendo julgamento e 120 mil demitidas ou suspensas de seus trabalhos em uma repressão após um golpe frustrado em julho, gerando críticas de aliados ocidentais da Turquia e grupos de direitos humanos.

Relações entre a Turquia e Europa atingiram uma nova baixa durante a campanha do referendo, quando países da UE, incluindo Alemanha e Holanda, barraram ministros turcos de realizarem comícios em apoio às mudanças. Erdogan chamou os impedimentos de “atos nazistas” e disse que a Turquia irá reconsiderar laços com a União Europeia após muitos anos de busca por participação na UE.

(Por Dominic Evans e Daren Butler)

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