Youssef pede suspensão de processo da Lava Jato
Defesa de doleiro argumenta que sua delação foi crucial para a prisão de empreiteiros
Brasil|Estadão Conteúdo

O doleiro Alberto Youssef quer se isolar na operação Lava Jato. Sob argumento de que a delação premiada que fez foi crucial para o estouro da sétima fase da ação, que pôs na cadeia os principais executivos das maiores construtoras do País, Youssef pede a suspensão do processo sobre desvios nas obras da Refinaria Abreu e Lima a partir da separação do feito. Assim, os outros acusados continuam sendo processados, ele não.
“A deflagração da sétima fase da assim denominada operação Lava Jato bem demonstrou o quão eficaz vem sendo a colaboração de Alberto Youssef para o deslinde da causa, como um todo”, assinala o criminalista Antonio Figueredo Basto, defensor do doleiro, na petição.
A defesa transcreve trecho da decisão do juiz Sérgio Moro, condutor da Lava Jato, reconhecendo que as revelações do doleiro de fato, abriram caminho para a fase "Juízo Final" da operação.
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“Alberto Youssef, confrontado com a planilha já referida, confirmou a sua autenticidade e declarou que os valores lançados a título de repasses seriam destinados a entrega para agentes públicos, enquanto comissões seriam valores a ele devidos pelas vendas intermediadas entre o Consórcio Nacional Camargo Correa e a Sanko Sider.”
O criminalista Figueredo Basto sustenta que “a colaboração de Alberto Youssef vem sendo decisiva para os desdobramentos da Lava Jato, inclusive para o bloqueio de valores e recuperação de ativos aos cofres públicos”.
Ele aponta para a perspectiva de que o acordo firmado pelo doleiro terá reflexos na ação penal. Sua estratégia consiste no desmembramento do processo em relação a Youssef, “bem como suspensão do feito, para que, somente depois da homologação do acordo, o processo retomasse o seu curso”.
Na prática, o criminalista pede o sobrestamento da ação penal com relação a seu cliente “até a definição completa acerca da homologação do acordo de colaboração premiada celebrada com o Ministério Público Federal”.














