Brasília Acompanhe o JR Entrevista com o presidente do TCU, Bruno Dantas

Acompanhe o JR Entrevista com o presidente do TCU, Bruno Dantas

Ministro defendeu aprovação do PL das Fake News e cita 'erro de classificação' de presentes recebidos por Bolsonaro

  • Brasília | Do R7, em Brasília

O JR Entrevista desta segunda-feira (22) recebe o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas. Ao repórter Clébio Cavagnolle, o ministro defendeu a aprovação do projeto de lei 2630/2020, conhecido como PL das Fake News, que pretende regulamentar as plataformas digitais no Brasil. Acompanhe a entrevista completa no vídeo abaixo.

Dantas cobrou a responsabilização das big techs em relação aos conteúdos veiculados nas mídias. "Elas [as big techs] têm um discurso padrão de que, na verdade, não cuidam de conteúdo e que apenas são instrumentos para que as pessoas emitam opinião, mas isso é absolutamente falso, porque as redes sociais servem para alavancar opiniões. Os algoritmos incentivam leituras de uma determinada opinião. Portanto, essa responsabilidade precisa ser atribuída a quem manipula a divulgação da opinião das pessoas", afirmou.

Bruno Dantas, presidente do TCU é o convidado do JR Entrevista

Bruno Dantas, presidente do TCU é o convidado do JR Entrevista

Reprodução/Record News - 22.5.2023

O ministro opinou, ainda, sobre o recebimento de presentes por Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente ganhou joias da Arábia Saudita e armas do governo dos Emirados Árabes Unidos. Em março, o TCU decidiu, por unanimidade, pela devolução dos itens. As joias foram entregues à Caixa Econômica Federal e as armas, à Polícia Federal.

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"Eu quero crer que possa ter havido algum problema na classificação [dos presentes]. Óbvio que nem sempre é o presidente que examina, muitas vezes recebe o presente e não abre a caixa, vai direto para um setor do Palácio do Planalto que faz a catalogação. Agora, de certo, alguém falhou nesse processo todo. E essas pessoas que falharam terão de se ver com a lei", declarou Dantas.

O ex-presidente tentou entrar no Brasil sem declarar os presentes à Receita Federal. Bolsonaro alegou que os itens seriam, posteriormente, incorporados ao acervo da União.

"O certo é que o Brasil não pode viver de soluços quanto à destinação de presentes recebidos por presidentes. Isso revela uma cultura de patrimonialismo que precisa ser afastada da vida republicana brasileira. Por isso, decidimos no Plenário do TCU que faremos uma grande auditoria, no último ano de mandato, para averiguar se os presentes recebidos ao longo dos quatro anos [de governo do ex-presidente Bolsonaro] foram adequadamente classificados, para que não tenhamos mais esse tipo de problema", completou Dantas.

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