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Acordo entre Mercosul e União Europeia segue para análise do Congresso após assinatura

Tratado foi assinado neste sábado pela cúpula dos dois blocos, mas ainda precisa da ratificação de parlamentos para entrar em vigor

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia foi assinado e precisa ser analisado por parlamentos para entrar em vigor.
  • O governo enviará uma mensagem ao Congresso, iniciando o processo legislativo na Câmara dos Deputados e no Senado.
  • O ministro das Relações Exteriores prevê que a ratificação ocorra até a metade do ano, permitindo benefícios antes da plena implementação.
  • Uma subcomissão foi criada no Senado para acelerar a discussão do tratado e seus impactos econômicos, evitando retrabalho no processo legislativo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brazil’s President Luiz Inacio Lula da Silva meets European Commission President Ursula von der Leyen at the Itamaraty Palace in Rio de Janeiro, Brazil January 16, 2026. REUTERS/Ricardo Moraes
Lula recebeu Ursula von der Leyen na véspera da assinatura do acordo Ricardo Moraes/Reuters - 16.01.2026

Com a assinatura oficial do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, neste sábado (17), os documentos do tratado agora serão analisados pelo Parlamento Europeu e os Congressos Nacionais de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai antes de entrar em vigor.

O governo federal vai enviar uma mensagem ao Congresso para dar início ao processo legislativo. O texto passa primeiro pela Câmara dos Deputados, onde é analisado pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul, pelas comissões de Relações Exteriores e de Constituição e Justiça, e pelo plenário.


Na sequência, o acordo segue para o Senado, onde passa pela Comissão de Relações Exteriores e pelo plenário da Casa.

Em entrevista exclusiva à RECORD, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o Congresso deve aprovar o acordo até a metade do ano.


“O acordo tem que ser submetido ao Congresso no Brasil. Ele entra em vigor provisoriamente tão logo o primeiro país do Mercosul aprove no seu legislativo. Nós esperamos que isso aconteça até meados do ano”, comentou.

O acordo, assinado após mais de duas décadas de negociações, deve criar a maior zona de livre comércio do mundo. Estimativas da Apex indicam que a medida pode gerar um aumento de cerca de R$ 7 bilhões nas exportações brasileiras.


Senado cria subcomissão

Nesta semana, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), anunciou a criação de uma subcomissão para acompanhar a ratificação e a implementação das medidas previstas no tratado.

A ideia é iniciar o debate técnico e político antes mesmo do envio oficial da mensagem do Executivo ao Congresso Nacional. Segundo o senador, o objetivo é evitar retrabalho e dar mais celeridade à tramitação quando o texto começar a andar formalmente pelas Casas legislativas.


O grupo deve se debruçar desde já sobre os impactos econômicos, os compromissos assumidos e os pontos que podem gerar mais debate no Parlamento.

A subcomissão será formada no âmbito do Senado, mas poderá contar também com a participação de deputados. A intenção é que o trabalho produza subsídios técnicos tanto para senadores quanto para parlamentares da Câmara, criando um ambiente de discussão mais amadurecido quando o texto chegar às votações.

Segundo ele, a meta é concluir a ratificação até o meio do ano. A partir daí, o país já poderia começar a se beneficiar das regras do acordo, mesmo antes da plena entrada em vigor em todos os países signatários.

“Oportunidades como essa não passam duas vezes”, diz o senador. Para ele, acelerar o debate agora é uma forma de garantir que o Brasil não fique para trás em um cenário internacional cada vez mais competitivo.

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