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Prisão de Daniel Vorcaro é primeira ação de Mendonça após assumir relatoria do caso

Banqueiro foi preso em São Paulo, em meio a investigações que apuram esquema bilionário de fraudes efetuadas com o Master

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília, e Clébio Cavagnolle, da RECORD Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro André Mendonça toma sua primeira decisão ao relatar o caso do Banco Master com a prisão de Daniel Vorcaro.
  • Vorcaro foi preso em São Paulo sob suspeita de envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras.
  • Investigação revela quatro núcleos de atuação do grupo criminoso, incluindo vigilância e intimidação.
  • Reunião do STF discutiu a alteração na condução do caso após menções ao nome do ex-relator Dias Toffoli no celular de Vorcaro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

André Mendonça se tornou relator dos processos que envolvem caso Master há menos de um mês Gustavo Moreno/STF - 12.11.25

Menos de um mês após ser designado novo relator dos processos do Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro André Mendonça teve a primeira decisão no caso: uma nova determinação de prisão contra o banqueiro Daniel Vorcaro, nesta quarta-feira (4).

O empresário foi preso em São Paulo, em meio às investigações que apuram um esquema bilionário de fraudes financeiras operadas por meio do Master.

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A PF (Polícia Federal) detalhou que o esquema investigado tem quatro núcleos principais de atuação:

As investigações também revelaram que o grupo criminoso mantinha uma estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro.

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Na decisão, André Mendonça afirmou que os elementos obtidos nas fases deflagradas da Operação Compliance Zero demonstram indícios consistentes da prática de diversos crimes, como organização criminosa e danos bilionários, além de ameaças às investigações e a opositores.

Mudança da relatoria

A alteração na condução do caso no STF foi discutida entre os 11 integrantes da Corte, durante uma reunião em 12 de fevereiro. O debate surgiu devido a menções ao nome do então relator, ministro Dias Toffoli, encontradas no celular de Daniel Vorcaro.

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Também são investigadas informações sobre uma possível ligação comercial entre um sócio de Toffoli e Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e também preso na manhã desta quarta-feira (4).

Procurada pela reportagem, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que ele “sempre esteve à disposição das autoridades” e que colabora “de forma transparente com as investigações desde o início”. Além disso, os advogados negaram “categoricamente as alegações atribuídas” a ele e disseram confiar que “o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade da conduta” do empresário.

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