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Advogada avalia proposta que acaba com escala 6x1: ‘É uma faca de dois gumes’

Cláudia Securato aponta que a mudança pode melhorar a vida dos trabalhadores, mas pressionar empresas a rever custos

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Proposta da Câmara dos Deputados busca eliminar a jornada 6x1 e limitar a carga de trabalho a 36 horas semanais.
  • Advogada Cláudia Securato vê a mudança como uma "faca de dois gumes", melhorando a vida do trabalhador, mas exigindo reestruturação do setor produtivo.
  • Setor pode aumentar preços ou investir em automação para se adaptar à nova jornada de trabalho.
  • Discussão sobre o tema pode ganhar agilidade devido às eleições presidenciais de 2026, apesar das lentas etapas burocráticas habituais.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta, encaminhou a proposta que acaba com a jornada de trabalho 6x1 para a Comissão de Constituição e Justiça. A emenda constitucional limita a duração do trabalho normal a 36 horas por semana, o que permitiria dois dias de descanso ao trabalhador.

Em entrevista ao Jornal da Record News, a advogada trabalhista Cláudia Securato afirma que a diminuição da escala produtiva é uma “faca de dois gumes”. Por um lado, ela trará mais qualidade de vida para os trabalhadores, por outro, o setor produtivo precisará se reorganizar, seja elevando o preço dos produtos ao consumidor ou investindo em automação.


Segundo a advogada, a proposta trará maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional para os trabalhadores Reprodução/Record News

“Os trabalhadores com certeza vão ter mais equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, mas o setor produtivo vai ter que se reorganizar. E se reorganizar como? Muitas vezes passando esse preço, esse aumento de valor para o consumidor final ou investindo em automação [...] É uma faca de dois gumes, a gente tem que pensar bem nessa diminuição dessa jornada”, diz a advogada.

Cláudia afirma também que, embora a tendência seja de que o tema avance lentamente por conta das etapas e burocracias das comissões especiais, há possibilidade de aceleração do debate, visto que, por 2026 ser ano de eleições presidenciais, a pauta pode ganhar destaque e ser tratada com mais rapidez.


“Geralmente, os temas não andam tão rápido assim, porque esse tema ainda precisa de uma longa discussão. Ele tem as comissões especiais para discutir, para debater, aí ele vai para a Câmara, ele vai para o Senado, ele vai para aprovação ou sanção presidencial. Mas, como esse é um tema que interessa muito para a população, pode ser que ele seja mais célere nesse ano eleitoral”, afirma.

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Questionada sobre a influência da inteligência artificial no setor empregatício, Cláudia destaca que é necessário observar como a indústria vai reagir a esse cenário e se haverá preferência por recursos tecnológicos que apoiem as atividades dos profissionais ou se a modernização pode levar à demissão dos trabalhadores.


“Temos que ver como vai ser o comportamento da indústria, dos setores que realmente precisam dessas pessoas na jornada 6x1, se eles vão investir para que a tecnologia seja um aliado da pessoa ou para tirar empregos”, diz a advogada.

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