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Advogado de ‘Sicário’ diz que hospital não confirmou morte e contesta informações

Defesa afirma que unidade de saúde ainda não atestou oficialmente o óbito e cobra esclarecimentos à família

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília, e Lucas Eugênio, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Advogado de Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, conhecido como "Sicário", afirma que hospital não confirmou oficialmente sua morte.
  • A família do investigado não recebeu informações formais sobre seu estado de saúde desde o ocorrido.
  • O defensor contestou que qualquer protocolo para confirmação de morte cerebral foi comunicado à família.
  • Mourão teria tentado suicídio na cela, mas estava "tranquilo" durante a visita do advogado algumas horas antes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, apelidado de 'Sicário', morreu em hospital de Minas Gerais Vinícius Rangel/ Record Minas - 04.03.2026

O advogado Robson Lucas da Silva afirmou, na noite desta quarta-feira (4), que o hospital para onde foi levado Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, ainda não confirmou oficialmente a morte do investigado.

“Sicário” foi detido nesta manhã pela Polícia Federal em operação que também prendeu o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e teria morrido em Minas Gerais após atentar contra a própria vida.


Segundo o advogado, a família não recebeu informações formais da unidade de saúde sobre o estado clínico de Mourão. “Até o presente momento, o hospital não confirmou o quadro de saúde do Luiz Phillipi. Nós não temos informações recentes em termos do que já foi divulgado na imprensa de uma possível morte. Não tem essa confirmação”, declarou.

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Robson Lucas disse que a mãe e o pai de Mourão estão no hospital desde as 18h30 e que nenhum médico teria prestado esclarecimentos oficiais. “Nenhum médico compareceu para dar esclarecimento formalmente nem para a mãe, nem para o pai, nem para as pessoas próximas”, afirmou.


O advogado também negou que tenha sido informado à família sobre eventual abertura de protocolo para confirmação de morte cerebral. “Nem isso foi avisado à família. Não tem essa informação”, disse.

Tentativa de suicídio em cela

Após ser preso, Mourão teria tentado tirar a própria vida na cela da PF onde estava detido, utilizando a própria camisa.


De acordo com o defensor, a família soube do ocorrido por meio de uma nota divulgada pela Polícia Federal à imprensa. Posteriormente, ele procurou a delegacia e conversou com o delegado responsável pelo caso.

Segundo o advogado, o delegado informou que as imagens das câmeras de vigilância da carceragem teriam registrado o momento.


“A partir do monitoramento dessas câmeras, eles viram o que já tinha acontecido. Imediatamente se dirigiram até a cela, retiraram e fizeram massagens de reanimação e acionaram o Samu, que prestou o socorro”, relatou.

Ainda segundo Robson Lucas, o delegado não soube informar para qual unidade de saúde Mourão havia sido encaminhado. A família, então, se dirigiu ao hospital onde ele estaria internado.

Investigação da PF

Segundo investigação da Polícia Federal, Mourão recebeu o apelido de “Sicário” e atuava como o coordenador operacional do núcleo de intimidação da organização criminosa chefiada por Vorcaro.

Sicário é um termo usado para designar uma pessoa que comete homicídio por encomenda, ou seja, um assassino contratado para matar alguém em troca de pagamento.

Ele prestava serviços diretos a Vorcaro e liderava um grupo informal denominado “A Turma”. A PF disse ter encontrado indícios de que “Sicário” recebia uma mensalidade de R$ 1 milhão de Vorcaro para cumprir as ordens do banqueiro.

Mourão era o responsável por coordenar atividades de vigilância, coleta de informações e acompanhamento presencial de pessoas consideradas adversárias do grupo, como jornalistas, ex-funcionários e críticos do Master. Ele organizava ações para pressionar e intimidar esses indivíduos.

Em um dos casos, o banqueiro mandou Mourão “moer sua empregada” e “dar sacode no chef de cozinha”. Em outro, ameaçou um jornalista.

Segundo a PF, “Sicário” articulava medidas para remover conteúdos e derrubar perfis em plataformas digitais. Para isso, ele enviava comunicações que simulavam solicitações oficiais de órgãos públicos, com o objetivo de retirar da internet reportagens e postagens prejudiciais aos interesses de Vorcaro.

Estado antes do ocorrido

O advogado afirmou que esteve com Mourão na sede da Polícia Federal durante a manhã e início da tarde desta quarta-feira, a pedido do advogado formalmente constituído no caso. Segundo ele, o investigado se encontrava “perfeitamente tranquilo”, apesar da gravidade das acusações.

“Quando eu deixei a sede da Polícia Federal, ele se encontrava em estado de integridade física e psíquica”, disse.

Robson Lucas destacou que não atua na defesa do mérito das acusações relacionadas à operação. “Eu apenas fiz o acompanhamento ao Luiz Felipe naquele momento após a prisão preventiva e, diante da informação do atentado contra a própria vida, vim acompanhar a família”, explicou.

Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial do hospital sobre o estado de saúde ou eventual morte de Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão.

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