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O que é ‘sicário’, apelido de comparsa de Daniel Vorcaro

Termo significa assassino por encomenda; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão morreu na prisão onde estava

Brasília|Leonardo Meireles, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O apelido "Sicário" foi dado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, investigado por atuar em um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
  • O termo se refere a um assassino por encomenda, originando-se da Roma Antiga.
  • Mourão era responsável por monitorar adversários do Banco Master, incluindo jornalistas e autoridades, com indícios de pagamentos mensais de R$ 1 milhão.
  • Ele faleceu em Minas Gerais após tentativa de suicídio durante a prisão; Vorcaro nega ter intenção de ameaçar jornalistas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, tirou a própria vida após ser preso
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, foi preso nesta quarta Divulgação/PMMG/Arquivo

O apelido “Sicário”, atribuído a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, ganhou destaque nas investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O termo carrega um significado direto: designa a pessoa contratada para matar alguém em troca de pagamento.

A palavra tem origem no latim sicarius, “homem da adaga”. Na Roma Antiga, indicava indivíduos armados com punhais usados em ataques por encomenda. No português atual, refere-se a executor de homicídios sob pagamento. O termo é muito usado entre grupos de narcotráfico no México.


A origem remonta ao século I d.C., quando os Sicarii, grupo de zelotes judeus, enfrentavam o domínio romano na Judeia usando adagas escondidas sob as vestes, chamadas sica. Na ciência, Sicarius denomina ainda um gênero de aranhas reclusas conhecidas pelo veneno potente.

Papel nas investigações

De acordo com a Polícia Federal, Mourão atuava como coordenador operacional do grupo chamado “A Turma”. No inquérito, aparece como responsável por organizar monitoramento, coleta de informações e acompanhamento presencial de pessoas vistas como adversárias do Banco Master.


Entre os alvos estariam jornalistas, ex-empregados, concorrentes e autoridades ligadas a apurações sobre a instituição financeira.

Relatórios apontam uso de credenciais funcionais de terceiros e extração de dados sigilosos em sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais, como FBI e Interpol.


A investigação indica indícios de pagamento mensal de R$ 1 milhão para cumprimento de ordens atribuídas ao banqueiro.

Em um dos trechos citados nos autos, consta a solicitação para agredir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, com a orientação de “quebrar todos os dentes” durante um assalto simulado.


Também há menção a mensagens nas quais o banqueiro teria mandado Mourão “moer sua empregada” e “dar sacode no chef de cozinha”, além de ameaças contra profissional da imprensa.

Morte após prisão

Alvo da nova fase da operação, Mourão morreu nesta quarta-feira (4), em Minas Gerais. Segundo apuração do R7, após prisão na Superintendência Regional da Polícia Federal em Belo Horizonte, ele teria tentado se enforcar com a própria camisa.

Policiais iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Samu. Houve encaminhamento ao hospital, mas ele não resistiu.

No momento da prisão, Daniel Vorcaro declarou jamais ter tido intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas e afirmou ter havido retirada de mensagens de contexto.

A apuração segue sob responsabilidade da Polícia Federal.

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