Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Alcolumbre reafirma que desejo é votar dosimetria ainda esta semana no Senado

Projeto que veio da Câmara dos Deputados tornou-se alvo de críticas de senadores, que devem votar assunto nesta quarta-feira (17)

Brasília|Rute Moraes, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reafirmou a intenção de votar o Projeto de Lei da Dosimetria nesta quarta-feira (17).
  • A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados enfrenta críticas e a discussão inicial acontecerá na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
  • O MDB no Senado declarou que não apoia a versão atual do projeto, apontando problemas que inviabilizam sua aprovação.
  • O relator da proposta, senador Esperidião Amin, reconheceu a necessidade de ajustes para evitar que mudanças beneficiem condenados por crimes não relacionados aos atos de 8 de janeiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alcolumbre voltou a afirmar que dosimetria passa pela CCJ do Senado nesta quarta (17) Carlos Moura/Agência Senado - 16.12.2025

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve a previsão de analisar nesta quarta-feira (17) o Projeto de Lei da Dosimetria, apesar do aumento da pressão contrária ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados.

A proposta deve ser debatida inicialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa considerada decisiva para o futuro da matéria.


“Nosso desejo sempre foi deliberarmos este assunto nesta semana”, afirmou Alcolumbre na noite desta terça-feira (16), ao confirmar a intenção de levar o tema à pauta, mesmo diante da falta de consenso entre os senadores.

O projeto, registrado como PL 2.162/2023, prevê mudanças nos critérios de cálculo de penas e ganhou repercussão por tratar da situação de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. No entanto, a forma como o texto chegou ao Senado ampliou resistências dentro da Casa.


MDB fecha questão contra o texto

Uma das reações veio da bancada do MDB no Senado, que decidiu fechar questão contra o projeto na versão aprovada pelos deputados.

O líder do partido, senador Eduardo Braga (MDB-AM), afirmou que, embora haja disposição para discutir ajustes nas penas relacionadas aos atos de 8 de Janeiro, o texto enviado pela Câmara apresenta problemas que inviabilizam o apoio da sigla.


“A forma com que o projeto chegou ao Senado não dá para o MDB apoiar”, declarou Braga. Segundo ele, o partido entende que eventuais correções exigiriam o retorno da proposta à Câmara, já que os vícios identificados não poderiam ser sanados apenas com ajustes internos no Senado.

A possibilidade de mudanças no texto também foi mencionada pelo líder do Republicanos no Senado, senador Messias de Jesus (RR). Para ele, a Casa tem competência técnica para promover ajustes, sem transformar o debate em uma disputa institucional entre Senado e Câmara.


“Não precisa ser iniciativa do Senado. A Câmara iniciou, votou e o projeto está aqui. Podemos fazer as modificações necessárias e devolver à Câmara para nova análise”, afirmou.

O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado,Otto Alencar (PSD-BA), chegou a dizer que a proposta vinda da Câmara era “genérica”.

Relator admite necessidade de ajustes

Relator da proposta, o senador Esperidião Amin (PP-SC) reconheceu que o texto precisa passar por adequações para restringir seus efeitos. O objetivo, segundo ele, é impedir que a mudança nas regras de dosimetria penal beneficie condenados por outros crimes fora do contexto do 8 de Janeiro.

“Estou trabalhando para apresentar um projeto livre de qualquer acusação de beneficiar outros que não os apenados pelo processo do 8 de janeiro”, afirmou Amin a jornalistas.

O senador também justificou a necessidade de alteração ao apontar que a redação atual permite a aplicação genérica dos critérios de dosimetria penal, com potencial impacto sobre crimes como corrupção, delitos ambientais, crimes cometidos com violência ou grave ameaça e crimes de natureza sexual.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.