Alcolumbre reage a ataques e diz que Congresso foi chamado de ‘inimigo do povo’ por autoridades
Presidente do Senado afirma que polícia legislativa trabalha para identificar autores de agressões
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez nesta quarta-feira (3) um pronunciamento duro em defesa do Congresso Nacional após uma série de ataques públicos dirigidos ao Legislativo nos últimos dias.

Segundo ele, desde o anúncio da abertura da vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), no dia 20 de novembro, o Senado tem sido alvo de “agressões, ataques e ofensas” por parte de autoridades que, segundo ele, distorcem o papel constitucional da Casa.
Alcolumbre afirmou que passou a ser alvo direto dessas críticas após defender a prerrogativa exclusiva do Senado de sabatinar e votar a indicação do novo ministro do STF — competência que, segundo ele, é complementar ao direito do presidente da República de escolher o indicado.
Leia mais
“Todos os dias me deparo com agressões por um único motivo: por defender as prerrogativas do Senado Federal. Em nenhum momento qualquer senador tentou usurpar as prerrogativas do presidente da República”, afirmou.
Ele classificou como “inacreditável” o que chamou de disseminação de mentiras sobre suposta tentativa do Senado de interferir na indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que escolheu o ministro da AGU, Jorge Messias, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, aposentado oito anos após o prazo previsto.
‘Agressões infundadas’
No discurso, Alcolumbre também criticou declarações recentes de autoridades que, segundo ele, atacaram diretamente o Parlamento.
“Alguns dias atrás, o Congresso brasileiro foi alvo de agressões infundadas, quando autoridades da República chamaram o Congresso de ‘inimigo do povo’”, ressaltou.
O senador afirmou que considera injusto que o Legislativo seja tratado dessa forma, especialmente após, segundo ele, ter desempenhado papel decisivo em momentos críticos da vida institucional do país. Ele citou como exemplo a aprovação da PEC da Transição, que garantiu ao então presidente eleito Lula margem fiscal de R$ 180 bilhões antes mesmo da posse.
“O Congresso entregou ao novo governo aquilo que ele pediu. Em 25 dias, aprovamos a PEC da Transição, garantindo condições para políticas públicas”, declarou.
Investigação em andamento
Alcolumbre revelou que a Polícia Legislativa do Senado e da Câmara está investigando quem fez as agressões que rotularam o Parlamento como “inimigo do povo”. Ele afirmou que os envolvidos serão identificados e expostos.
“Estamos investigando quem fez essas agressões. Vamos tornar isso público”, garantiu.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp















