Alexandre de Moraes lamenta morte de Fernando Villavicencio no Equador: ‘Ataque terrorista’
Candidato à presidência morreu com três tiros na cabeça após sair de um comício em uma escola na cidade de Quito, nesta quarta
Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, abriu a sessão da Corte desta quinta-feira (10) lamentando o assassinato de Fernando Villavicencio, candidato a presidente do Equador. Ele morreu com três tiros na cabeça depois de sair de um comício em uma escola na cidade de Quito, nesta quarta-feira (9).
“Em nome da Justiça Eleitoral brasileira, manisfesto profundo pesar pelo ataque terrorista à democracia do Equador, com o brutal assassinato de Fernando Villavicencio, ocorrido nesta quarta-feira, 9 de agosto”, disse.
Segundo Moraes, o respeito às leis e ao Estado democrático de Direito prevalecerão com a garantia absoluta do exercício da cidadania, nas eleições do próximo dia 20 de agosto.
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“Repudiamos todo e qualquer ato que ponha em risco o legítimo processo eleitoral que assegure ao cidadão o direito de escolher livremente os seus legítimos representantes”, afirmou.
Ferrenho na luta contra a corrupção, o candidato presidencial Fernando Villavicencio apresentou denúncias de irregularidades em contratos estatais dias antes de ser assassinado.
Uma de suas investigações jornalísticas levou o ex-presidente Rafael Correa (2007-2017) ao banco dos réus. O relatório, feito em conjunto com seu colega e amigo Christian Zurita, expôs um esquema de propinas que encurralou o ex-chefe de Estado e funcionários de seu governo por terem recebido subornos de empresários.
Na semana passada, Villavicencio denunciou em duas ocasiões ameaças contra sua vida e sua equipe de campanha. O candidato estava sob proteção policial quando foi atacado a tiros ao sair de um comício político com apoiadores.
Com 59 anos, Villavicencio aparecia na segunda colocação nas pesquisas de intenção de voto, atrás da candidata Luisa González, próxima a Correa, de acordo com a empresa de pesquisa Cedatos.