Eleições 2022

Brasília 'Alguém do meio militar ou até uma mulher', diz Mourão sobre escolha de vice de Bolsonaro

'Alguém do meio militar ou até uma mulher', diz Mourão sobre escolha de vice de Bolsonaro

Ministra Tereza Cristina seria uma opção 'fantástica' se ela não fosse pré-candidata ao Senado, afirmou o vice-presidente

  • Brasília | Priscila Mendes, do R7, em Brasília

Hamilton Mourão ao lado do presidente Bolsonaro

Hamilton Mourão ao lado do presidente Bolsonaro

Joedson Alves/EFE - 13.09.2021

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou, nesta sexta-feira (18), que o presidente Jair Bolsonaro deve escolher entre alguém do meio militar, do campo político ou "até uma mulher"  como candidato a vice-presidente para compor a chapa nas eleições de 2022. A declaração foi dada durante uma entrevista a um jornal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. 

"Escolher uma mulher seria fundamental para se aproximar do eleitorado feminino, que é muito importante no país. Muito se falava no nome da ministra Tereza Cristina. Seria uma opção fantástica para acompanhar o presidente se ela não fosse candidata ao Senado pelo estado dela", disse. 

Na avaliação de Mourão, o foco agora é o lançamento da pré-candidatura à reeleição de Jair Bolsonaro, marcada para o dia 26 de março. "O anúncio do vice só vai vir daqui a dois ou três meses", ponderou. 

Candidato ao Senado

Mourão vai disputar uma vaga no Senado pelo Rio Grande do Sul nas eleições de outubro, pelo partido Republicanos. A filiação à nova legenda ocorreu na última quarta-feira (16). Na ocasião, ele disse que pretende conciliar a atuação no governo com a campanha às eleições deste ano.

“O que acontece é que eu continuo vice-presidente, né? Então a campanha será realizada buscando, vamos dizer assim, conciliar a função de vice-presidente com a necessidade de estar presente no estado, além do que, obviamente, existem todos os cuidados que têm que ser tomados em relação à lei eleitoral para não atravessar nenhuma linha vermelha”, disse.

Ele afirmou que a campanha na corrida ao Senado será "de alto nível". "O Rio Grande do Sul é um estado que tem algumas deficiências que precisam ser sanadas: a questão da infraestrutura, o próprio problema do peso do estado, a questão das finanças estaduais, a questão da seca, que já é uma coisa endêmica no Rio Grande do Sul, o problema da metade sul do estado, que é um tanto quanto empobrecida, relações com países vizinhos, que são importantes. Então os temas que nós vamos buscar são esses aí."

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