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Análise: aumento do fluxo migratório venezuelano pode ‘estrangular ainda mais serviços que já são precários’

Governo brasileiro trabalha em medidas para uma possível nova crise migratória após ação dos Estados Unidos na Venezuela

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo brasileiro se prepara para uma nova crise migratória devido à ação militar dos EUA na Venezuela.
  • Mais de 1,8 milhão de registros migratórios no Brasil, com 68 mil venezuelanos até outubro do ano passado.
  • Eduardo Abrunhosa alerta que o aumento do fluxo migratório pode prejudicar serviços públicos já precários.
  • Questões como saúde, educação e habitação serão desafiadoras com a chegada de mais refugiados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo brasileiro trabalha em medidas para uma possível nova crise migratória que pode acontecer depois da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que prendeu o então presidente Nicolás Maduro, no sábado (3).

Devido ao agravamento da crise política no país vizinho, o Brasil trabalha de forma reservada na atualização de um plano de contingência voltado à recepção de refugiados que cheguem em território brasileiro.


Segundo o observatório das migrações internacionais, até outubro do ano passado, o Brasil contabilizou mais de um 1,8 milhão de registros migratórios. O número de venezuelanos passou de 68 mil.

Brasil contabilizou mais de um 1,8 milhão de registros migratórios até outubro de 2025; 68 mil são venezuelanos Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (6), Eduardo Abrunhosa, professor e doutor em história moderna, contemporânea e das Américas, explica que ainda é muito cedo para definir como se dará o fluxo migratório de venezuelanos, mas certamente haverá uma continuidade do processo que acontece desde 2015.


Segundo o professor, “já se sabe que um aumento natural do fluxo de pessoas pode estrangular ainda mais os serviços que já são precários”. Abrunhosa pontua que serviços como saúde pública e educação nem sempre dão conta de atender os refugiados. Além da questão habitacional, na qual o problema é a acomodação dessa população que chega ao Brasil.

“Portanto, de maneira muito objetiva, nós vamos ainda ter essas próximas semanas, esses próximos dias, para poder entender melhor como se dará esse fluxo. Mas com certeza haverá algum tipo de aumento e o próprio governo brasileiro já sabe disso e está se preparando”, afirma.

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