Análise: combate ao tráfico de drogas é questão de soberania nacional para o Brasil
Enquanto EUA formam coalizão com países latino-americanos, especialista argumenta que falta investimento na defesa brasileira
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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É urgente que o Brasil reforce o combate ao tráfico de drogas e retome territórios sob controle de organizações criminosas, pontua o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral. O assunto, segundo Cabral, pode se tornar um calcanhar de Aquiles para a soberania do país, especialmente com iniciativas contra cartéis como a formalizada por Donald Trump e mais 12 presidentes neste sábado (7).
Em Miami, o presidente dos Estados Unidos recebeu representantes de Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana, Chile, Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana e Bolívia, que formarão o “Escudo das Américas”. A coalizão militar visa diminuir o poder do tráfico e afastar a influência de adversários norte-americanos — como China e Rússia — do continente.

A ausência do Brasil não surpreende — em entrevista ao Conexão Record News, Cabral diz que o país não tem histórico de participação em alianças do tipo. É importante ressaltar o aspecto interno do problema, argumenta o especialista, mas sem deixar de aumentar os investimentos em defesa nacional.
“Nós gastamos 1,1% do PIB em defesa, e o ideal seria 2%. Mas do jeito que as nossas Forças Armadas estão defasadas, não é uma questão tecnológica, tem que ter dinheiro para comprar e para fazer aqui.” Segundo Cabral, a situação das fronteiras brasileiras deixaria o país extremamente vulnerável diante de qualquer questão militar na América Latina.
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