Análise: população não naturaliza mais o trabalho infantil, mas fiscalização ainda é baixa
Advogada cita aumento das notificações, mas ressalta dificuldade de intervenção do Ministério do Trabalho
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O Ministério do Trabalho afastou mais de 2.700 crianças e adolescentes do trabalho infantil em 2024. Embora alto, o número representa menos de 1% do total estimado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 1,6 milhão de casos.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (10), a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB de São Paulo, Thais Dantas, diz que há um aumento na notificação dos casos, o que mostra que a população não está mais naturalizando esse tipo de prática.
“A intervenção do Ministério do Trabalho ainda é baixa nesses casos [...]. Precisa de reforço, não só de mais agentes trabalhando diretamente nessa temática, mas também políticas, principalmente do ponto de vista assistencial, para assegurar que essas famílias estejam protegidas. Como também uma inserção de adolescentes de maneira protegida no mercado de trabalho por meio da aprendizagem”, analisa.
Thais explica que para garantir os direitos de crianças e adolescentes é preciso um esforço compartilhado, e a orientação mais importante é não silenciar diante de violações como essa. “Um dos mecanismos mais fáceis para denunciar uma ocorrência de trabalho infantil é utilizar a plataforma Disque 100”, adverte ela.
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