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André Mendonça é sorteado para relatar processos do Master após saída de Toffoli

Após ser citado em documentos encontrados no celular de Daniel Vorcaro, Toffoli abriu mão da relatoria de ações sobre o Master

Brasília|Gabriela Coelho e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • André Mendonça é o novo relator de processos do Banco Master no STF após o pedido de saída de Dias Toffoli.
  • A decisão de Toffoli ocorreu em reunião para discutir documentos encontrados no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • A Policia Federal levantou a possibilidade de suspeição de Toffoli, mas os ministros do STF concluíram pela validade dos atos dele até o momento.
  • O material analisado incluiu mensagens e registros que podem afetar a imparcialidade de Toffoli, levando Fachin a encaminhar o relato para a PGR.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro André Mendonça
Ministro André Mendonça foi escolhido por sorteio Rosinei Coutinho/STF - 16.10.2025

O ministro André Mendonça foi sorteado nesta quinta-feira (12) como o novo relator de processos ligados ao Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal) após Dias Toffoli pedir para sair do caso. Apesar da troca, os atos praticados por Toffoli à frente das ações serão mantidos.

Toffoli desistiu de comandar as ações durante reunião nesta quinta com os demais ministros do STF. O encontro foi convocado pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para discutir o relatório elaborado pela Polícia Federal após perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.


Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.

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A PF, então, levantou a hipótese de que Toffoli fosse declarado suspeito. Na reunião desta quinta, contudo, os ministros concluíram que não há cabimento para que a PF fizesse um pedido para que Toffoli deixasse a relatoria dos processos do Master.


Contudo, segundo a nota divulgada após o encontro, o próprio Toffoli solicitou o envio dos processos à Presidência do STF “considerados os altos interesses institucionais”.

Na mesma nota, os ministros reconheceram a plena validade dos atos praticados por Toffoli até aqui e declararam não haver suspeição ou impedimento.


O texto também registra apoio pessoal ao ministro e destaca que ele atendeu a todos os pedidos formulados pela Polícia Federal e pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Reunião teve clima tenso, segundo fontes

Segundo apurou o Quarta Instância, o encontro dos ministros nesta quinta começou em clima tenso.


Toffoli estava resistente à ideia de deixar a condução dos casos e, inicialmente, não queria abrir mão da relatoria. A avaliação predominante entre os colegas, porém, era de que sua permanência aprofundaria o desgaste institucional da corte.

Ao longo da reunião, Toffoli “viu que ia perder” a disputa e acabou cedendo. A solução construída foi a de que a saída se daria a pedido do próprio ministro — e não por imposição do STF.

A alternativa permitiu preservar, ao menos formalmente, a posição de que não houve suspeição ou impedimento.

O que apontou o relatório da PF

Na quarta-feira (11), a Polícia Federal enviou a Fachin o material produzido a partir da perícia realizada no celular de Vorcaro. Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.

O conteúdo analisado inclui mensagens, áudios, fotografias e registros de aplicativos, entre eles diálogos com autoridades. A PF levantou a hipótese de que os elementos encontrados poderiam comprometer a imparcialidade de Toffoli no caso.

Diante das informações, Fachin encaminhou o relatório à PGR para que o órgão elabore um parecer.

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