Andrei Rodrigues diz na CPI que Polícia Federal coopera com todos os estados
Afirmação foi feita em meio ao debate sobre mudança da atuação da PF no combate ao crime organizado
Brasília|Thays Martins, do R7, em Brasília
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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a instituição coopera com todos os estados no combate ao crime organizado. “Falo da questão da integração tão propalada, tão exaltada e necessária, e que a Polícia Federal já faz”, destacou, ressaltando o papel da FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado).
“Só no ano passado, senador Alessandro [Vieira], nós fizemos cerca de 300 operações, quase R$ 400 milhões apreendidos em mais de mil prisões, e este ano, nós já superamos esses dados, esses números, com essa integração real, verdadeira e efetiva que nós temos”, disse, durante participação na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Crime Organizado.
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Andrei criticou a pressa na discussão do PL Antifacção, que pode ser votado nesta terça na Câmara dos Deputados. Além da parte que limitava a atuação da Polícia Federal, que constava no relatório deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), que foi retirado, o diretor-geral disse que ainda há outros pontos problemáticos.
“Remanescem alguns pontos que precisam de melhor maturação, por exemplo, estamos propondo uma legislação contra o crime organizado, ao passo que já existe uma legislação ao crime organizado. E isso poderia gerar um conflito de normas, que trará prejuízos, uma grande confusão processual, nulidades, trocas de foros, de competências, toda uma sorte de prejuízos em vez de ganhos para o sistema investigatório”, declarou Rodrigues.
Outro ponto abordado por Andrei foi a possibilidade da criação de uma agência nacional antimáfia, que ele é contra. “O Brasil já tem uma agência que combate o crime organizado, que é a Polícia Federal”, disse.
Organizações criminosas x terrorismo
Andrei também comentou a tentativa de mudar o enquadramento de organizações criminosas para que sejam entendidas como terroristas. Segundo ele, a mudança seria um “equivoco”.
“É um erro técnico, inclusive, se falar de equiparação de institutos diferentes, de questões diferentes, que são o terrorismo com finalidade, propósito, meios diferentes do crime organizado, que são completamente cenários distintos. Nós entendemos um equívoco, para não falar de questões de soberania e de outras interferências que podem advir, inclusive para o sistema econômico, para as empresas brasileiras, dessa equivocada equiparação que alguns tentam fazer”, afirmou.
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