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Exposição no DF apresenta aplicativos, cosméticos e acessórios com recursos de acessibilidade

Protótipos criados por alunas da rede pública federal fazem parte do programa Power4Girls e são exibidos no Sesi Lab até sábado

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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Aplicativos, cosméticos e acessórios com recursos de acessibilidade criados para pessoas com deficiência estão entre os protótipos expostos no Museu do Sesi Lab, em Brasília, nesta sexta-feira (6). Os projetos de meninas do ensino médio fazem parte do programa Power4Girls, patrocinado pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, e focado no empoderamento feminino por meio do empreendedorismo, liderança e inovação.

A exposição segue até sábado (7) e reúne 20 protótipos com temas variados. Entre eles está um aplicativo que emite sinais sonoros para alertar da chegada de um ônibus, criado para ajudar deficientes visuais. 


"A importância desse programa é dar um primeiro esforço para todas as participantes, para mostrar para elas que sim, tem um caminho para elas poderem participar na inovação e na criação de oportunidades nas comunidades delas", explicou o porta-voz da Embaixada dos Estados Unidos, Luke Ortega.

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Segundo a gerente de programação cultural do Sesi Lab, Agnes Mirelis, programas como o Power4Girls ajudam meninas a se aproximar do universo da ciência e tecnologia, predominantemente dominado por homens. "Essa diversidade nos campos de trabalho como um todo é muito importante se a gente quiser pensar em inovação e em novas soluções", completou Agnes.


O programa também ofereceu oficinas, palestras, webinars e atividades interativas online para as alunas. As meninas, que cursam o ensino médio, vão apresentar os projetos e concorrer com os três melhores protótipos.

Os projetos

Entre os protótipos exibidos está o projeto “Mira”, uma pulseira vibratória que indica a intensidade do choro da criança e auxilia mães solo com deficiência auditiva. A pulseira, desenvolvida por quatro estudantes, também poderá servir para outras funções, como uma forma de alerta para idosos que tomam medicamentos, por exemplo.


“A nossa ideia partiu da pergunta: quantas vezes você já parou para pensar como as mães surdas fazem para cuidar dos bebês delas? Quando é para trocar fralda ou algum machucado, o bebê chora e ela não consegue escutar”, disse Rayssa Mendes, uma das criadoras da pulseira.

Alunas que fizeram o projeto Mira
Alunas que fizeram o projeto Mira

Outro protótipo, criado por meninas do Amapá, uma fórmula criada a partir dos óleos de pracaxi, andiroba e copaíba busca aliviar dores articulares e desidratação na pele de pessoas com deficiência física, cadeirantes, mobilidade reduzida e acamados.

“Na nossa região é muito comum utilizar óleos extraídos da Amazônia, das plantas nativas que são pracaxi, andiroba e copaíba, que aliviam as dores e ajudam na cicatrização. Só que esses óleos não são acessíveis, eles não tem um cheiro bom, não tem uma textura boa e são muito caros para serem comercializados. A gente juntou esses três óleos em um creme que é bem mais acessível, dura mais tempo e não tem um cheiro muito forte”, disse Júlia Bernardes. 

Acesse aqui a lista completa dos projetos

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