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Após ataque de Lira, Pacheco defende Padilha e diz que ministro é ‘competente’

Pacheco ainda disse que ‘se esforça muito’ para ter boa relação com governo; Mais cedo, Lira subiu o tom contra o ministro

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

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Alexandre Padilha e Rodrigo Pacheco Roque de Sá/Agência Senado

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), manifestou apoio ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ao comentar que tem “afeição” pelo ministro do governo e que o considera competente. O comentário foi feito a jornalistas nesta quinta-feira (11), após o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), intensificar as críticas a Padilha, dizendo que ele é um “desafeto pessoal” e “incompetente”, e o acusou de disseminar informações falsas para influenciar o Legislativo.

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“Temos que evitar esses problemas, o Brasil já tem muitos problemas e temos que buscar sempre as convergências. Ninguém é perfeito, mas também ninguém é tão mau assim. A gente tem que conviver com as divergências, e eu espero que a relação do Parlamento com o Executivo, — especialmente com essa peça-chave, que é o ministro da Secretaria das Relações Institucionais, ministro Alexandre Padilha —, possa ser a melhor possível”, disse.

“O que eu posso dizer é que eu me esforço muito para manter uma boa relação com o governo, com o ministro Alexandre Padilha, por quem eu tenho afeição, simpatia, e o considero competente”, finalizou Pacheco.

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Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados – 06.02.2024

Lira rompeu com Padilha e não tem falado com o ministro desde o final do ano passado. Ele tem feito críticas recorrentes à comunicação entre o governo e o Congresso para parlamentares próximos.

Mais cedo, em um evento agropecuário em Londrina (PR), Lira intensificou as críticas ao governo e mencionou que Padilha tem plantado informações falsas para tentar interferir no Legislativo.

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“É lamentável que integrantes do governo, interessados na estabilidade da relação harmônica entre os poderes, fiquem plantando essas mentiras, notícias falsas que incomodam o parlamento. E, depois, quando o parlamento reage, acham ruim”, afirmou.

O comentário foi em resposta ao questionamento sobre o resultado da manutenção da prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), na noite de quarta-feira (10). Ele é suspeito de ser o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

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Para Lira, a votação apertada sobre o futuro de Brazão evidencia o desconforto do Legislativo com a interferência do Judiciário, porém negou qualquer articulação para proteger possíveis criminosos.

O placar foi de 277 votos a favor da manutenção da prisão de Chiquinho Brazão, 129 contra e 28 abstenções. Eram necessários 257 votos para manter o deputado preso.

“Nós não podemos pré-julgar o deputado [Chiquinho Brazão], que é algo que acontecerá agora no Conselho de Ética e na Justiça. A votação de ontem era para decidir se ele permanecia preso ou seria solto. Isso nada influencia em votações, em base aliada e muito menos em eleição da Câmara, que só vamos tratar a partir de setembro”, completou.

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