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Após pressão do União Brasil, Boulos abre mão de relatar MP do Minha Casa, Minha Vida

Novo acordo foi anunciado por Boulos, que seria o relator do tema; relatoria ficará com o deputado Fernando Marangoni

Brasília|Bruna Lima e Hellen Leite, do R7, em Brasília

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Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) na instalação da comissão
Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) na instalação da comissão

Após impasse com o União Brasil, o deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) anunciou nesta quinta-feira (13) que desistiu da relatoria da medida provisória (MP) sobre a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida. O nome de Boulos tinha sido anunciado na terça-feira (11), durante a instalação da comissão mista para análise da matéria. A relatoria deve ficar com o União Brasil.

Boulos justificou ter aberto mão da relatoria com o entendimento de que “não se podia andar para trás no acordo que se destravou para a instalação das comissões mistas”. O deputado do Psol chegou a assumir a relatoria durante a abertura dos trabalhos e apresentou o cronograma ao colegiado.

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Depois disso, o deputado Elmar Nascimento (União-BA), líder do partido na Câmara, acusou o Boulos de romper um acordo que tratava da análise da MP. O parlamentar disse que avaliava, inclusive, a denúncia de Boulos ao Conselho de Ética da Casa.

Com o novo acordo, a relatoria ficará com o deputado Fernando Marangoni (União-SP). Segundo Boulos, houve um mal entendido durante o processo. “Para viabilizar o entendimento de compromisso para que a comissão ande, não serei o relator do Minha Casa, Minha Vida. A relatoria ficará com o União Brasil”, declarou o parlamentar.

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Leia também: Deputado diz que Boulos rompeu acordo e avalia denunciá-lo

Em contrapartida, Boulos seguirá na vice-presidência da comissão e ficará com a relatoria sobre o Programa de Aquisição de Alimentos. Este tema era tratado em uma medida provisória, mas será reenviado para análise do Congresso na forma de um projeto de lei de urgência constitucional.

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“O projeto incorporará a proposta de cozinhas solidárias, que a gente atua há muito tempo na linha de combate à fome”, antecipou Boulos.

O governo precisou articular com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e outras lideranças para que, mesmo sem concordar com o atual rito de análise das MPs, fossem abertas as comissões de temas urgentes para a continuidade de políticas públicas e estruturas da atual gestão.

Lira foi contra a volta das comissões mistas, interrompidas de forma excepcional durante a pandemia da Covid-19. Ele pressionava o Senado por mudanças na forma de tramitar MPs, sugerindo estabelecimento de prazo de análise das MPs e que os colegiados respeitassem a proporcionalidade.

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