Após relatório da PF, Toffoli se diz ‘tranquilo’, mas STF discute sua saída do caso Master
Clima na corte é descrito como ‘péssimo’ nos bastidores, após hipótese de suspeição levantada pela Polícia Federal
Brasília|Gabriela Coelho e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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O ministro Dias Toffoli afirmou estar “tranquilo” ao ser questionado por jornalistas, na noite desta quinta-feira (12), sobre a reunião convocada pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, para discutir sua situação nos processos sobre o Banco Master.
Apesar da declaração, reservadamente, ministros da corte ouvidos pelo blog Quarta Instância reconhecem que não há mais condições para que ele permaneça com a relatoria dos processos.
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A reunião teve início por volta das 16h, foi interrompida às 19h e retomada cerca de uma hora depois, às 20h. No encontro, Fachin apresentou aos colegas o relatório elaborado pela Polícia Federal após perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento já foi encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), que deverá se manifestar sobre a situação de Toffoli.
Ao chegar ao Supremo para a retomada da reunião, Toffoli foi abordado por jornalistas. Questionado sobre como estava se sentindo, respondeu apenas: “Tranquilo”. Indagado se continua como relator do caso, permaneceu em silêncio.
Nos bastidores, o clima na corte é descrito como delicado. Após a PF apresentar ao STF a hipótese de suspeição de Toffoli para relatar o processo, ministros adotaram cautela publicamente, mas admitem desconforto.
Um deles afirmou que há um desgaste institucional, mas ponderou que “ficaria pior ainda se inventássemos uma solução que ignora a lei”. Outro foi mais direto: disse que o ambiente está “péssimo” e que “não tem condições de ele [Toffoli] ficar” à frente do caso Master.
A repercussão dos achados da PF levou Fachin a convocar a reunião extraordinária nesta quinta-feira. Em razão do encontro, a sessão plenária da tarde foi encerrada mais cedo.
O que aponta o relatório da PF
Na quarta-feira (11), a Polícia Federal enviou a Fachin o material produzido a partir da perícia realizada no celular de Vorcaro. Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.
O conteúdo analisado inclui mensagens, áudios, fotografias e registros de aplicativos, entre eles diálogos com autoridades. A PF levantou a hipótese de que os elementos encontrados podem comprometer a imparcialidade de Toffoli no caso.
Diante da gravidade das informações, Fachin encaminhou o relatório à PGR para que o órgão elabore um parecer. A manifestação da Procuradoria deverá orientar os próximos passos do Supremo quanto à permanência ou não de Toffoli na relatoria do processo que investiga o Banco Master.
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