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Após relatório da PF, Toffoli se diz ‘tranquilo’, mas STF discute sua saída do caso Master

Clima na corte é descrito como ‘péssimo’ nos bastidores, após hipótese de suspeição levantada pela Polícia Federal

Brasília|Gabriela Coelho e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Dias Toffoli afirma estar "tranquilo" sobre sua situação nos processos do Banco Master.
  • Reunião do STF discute a continuidade de Toffoli como relator após suspeitas levantadas pela Polícia Federal.
  • Clima na corte é descrito como "péssimo" e ministros reconhecem a falta de condições para a permanência de Toffoli.
  • Relatório da PF foi enviado à Procuradoria-Geral da República para orientações sobre os próximos passos do caso.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

DF - CASO MASTER/PF/VORCARO/TOFFOLI/STF/NEGAÇÃO/AMIZADE - POLÍTICA - O ministro do Supremo Tribunal Federal     (STF) Dias Toffoli durante sessão     plenária realizada na sede da Corte, em     Brasí­lia (DF), na tarde desta quinta-  feira, 12 de fevereiro de 2026. Toffoli     confirmou, em uma nota divulgada mais     cedo, que é sócio e recebeu dividendos     de uma empresa que fez negócios com um     fundo de investimentos ligado ao     banqueiro Daniel Vorcaro, dono do     Master. Toffoli, porém, disse que não     tem "relação de amizade" com Vorcaro e     afirmou que "jamais recebeu qualquer     valor" pago pelo banqueiro.     12/02/2026 - Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
PF encontrou menções a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 12.2.2026

O ministro Dias Toffoli afirmou estar “tranquilo” ao ser questionado por jornalistas, na noite desta quinta-feira (12), sobre a reunião convocada pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, para discutir sua situação nos processos sobre o Banco Master.

Apesar da declaração, reservadamente, ministros da corte ouvidos pelo blog Quarta Instância reconhecem que não há mais condições para que ele permaneça com a relatoria dos processos.


leia mais

A reunião teve início por volta das 16h, foi interrompida às 19h e retomada cerca de uma hora depois, às 20h. No encontro, Fachin apresentou aos colegas o relatório elaborado pela Polícia Federal após perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento já foi encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República), que deverá se manifestar sobre a situação de Toffoli.

Ao chegar ao Supremo para a retomada da reunião, Toffoli foi abordado por jornalistas. Questionado sobre como estava se sentindo, respondeu apenas: “Tranquilo”. Indagado se continua como relator do caso, permaneceu em silêncio.


Nos bastidores, o clima na corte é descrito como delicado. Após a PF apresentar ao STF a hipótese de suspeição de Toffoli para relatar o processo, ministros adotaram cautela publicamente, mas admitem desconforto.

Um deles afirmou que há um desgaste institucional, mas ponderou que “ficaria pior ainda se inventássemos uma solução que ignora a lei”. Outro foi mais direto: disse que o ambiente está “péssimo” e que “não tem condições de ele [Toffoli] ficar” à frente do caso Master.


A repercussão dos achados da PF levou Fachin a convocar a reunião extraordinária nesta quinta-feira. Em razão do encontro, a sessão plenária da tarde foi encerrada mais cedo.

O que aponta o relatório da PF

Na quarta-feira (11), a Polícia Federal enviou a Fachin o material produzido a partir da perícia realizada no celular de Vorcaro. Segundo a corporação, foram encontrados no aparelho documentos com menções a Dias Toffoli e a outros ministros do STF.


O conteúdo analisado inclui mensagens, áudios, fotografias e registros de aplicativos, entre eles diálogos com autoridades. A PF levantou a hipótese de que os elementos encontrados podem comprometer a imparcialidade de Toffoli no caso.

Diante da gravidade das informações, Fachin encaminhou o relatório à PGR para que o órgão elabore um parecer. A manifestação da Procuradoria deverá orientar os próximos passos do Supremo quanto à permanência ou não de Toffoli na relatoria do processo que investiga o Banco Master.

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