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Após ser citado no relatório da ‘Abin paralela’, Carlos Bolsonaro critica prisão de Marcelo Câmara

Ex-assessor de Bolsonaro foi preso por descumprir medidas cautelares impostas pelo STF

Brasília|Do R7

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Marcelo Costa Câmara é réu no STF por tentativa de golpe de Estado
Marcelo Costa Câmara é réu no STF por tentativa de golpe de Estado Reprodução/Arquivo pessoal

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), usou as redes sociais para criticar a prisão do ex-assessor de seu pai, Marcelo Câmara, determinada nesta quarta-feira (18). Câmara foi preso por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes depois de descumprir medidas cautelares impostas em maio de 2024.

Carlos Bolsonaro comparou a prisão de Câmara a do general Braga Netto, preso por tentar interferir nas investigações sobre a tentativa de golpe. “Se o nome de alguém aparece na narrativa do delator, isso basta para justificar medidas extremas. Provas concretas? Não são exigidas com o mesmo rigor”, afirmou o vereador.


Segundo Moraes, o ex-assessor de Bolsonaro teria se comunicado com outros investigados pelas redes sociais. O advogado dele, Eduardo Kuntz, admitiu que falou com Mauro Cid, delator na ação do golpe, pelo Instagram. Kuntz afirma que Cid o procurou. Carlos Bolsonaro afirma que tanto a prisão de Câmara quanto de Braga Netto tem o intuito de preservar a delação de Cid.

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“O que se observa é uma tentativa de sustentar, a qualquer custo, uma colaboração premiada marcada por falhas graves, que se tornou o principal pilar de uma narrativa construída após anos de investigação sem a comprovação de crime algum”, argumentou.


As falas de Carlos Bolsonaro ocorrem no mesmo dia em que o STF divulgou o relatório da PF (Polícia Federal) sobre a chamada Abin (Agência Brasileira de Inteligência) “paralela”. De acordo com a investigação, o vereador foi o idealizador e comandante do esquema.

“Carlos Bolsonaro situava-se, portanto, no núcleo político da ORCRIM [organização criminosa], exercendo papel de comando na estratégia de desinformação e na articulação de estruturas clandestinas”, aponta a investigação. Ele ainda não se pronunciou sobre o assunto. O R7 tenta contato com a defesa de Carlos Bolsonaro. O espaço segue aberto para manifestação.

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