Brasília Após sobrevoo no RJ, Bolsonaro diz que imagem 'é quase de guerra'

Após sobrevoo no RJ, Bolsonaro diz que imagem 'é quase de guerra'

Fortes chuvas deixam ao menos 120 mortos em Petrópolis. Presidente desembarcou no Brasil nesta sexta-feira (18)

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro

Alan Santos/PR

Após sobrevoar a região de Petrópolis, no Rio de Janeiro, afetada por fortes chuvas, que já deixaram ao menos 120 mortos, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (18), que a imagem "é quase de guerra".

"Nós vimos pontos localizados, mas de intensa destruição. Vimos também regiões em que existiam casas, pelo que nós vimos perifericamente ao estrago causado pela erosão. Então é uma imagem quase que de guerra. Lamentável. Tivemos uma perfeita noção da gravidade do que aconteceu aqui em Petrópolis", disse.

O município, localizado na região serrana do Rio, é castigado pelas fortes chuvas há dois dias. Nesta quinta (17), a Defesa Civil acionou sirenes em 14 localidades e emitiu alerta de mobilização para evacuação de moradores das áreas de risco do bairro Quitandinha. Além dos 120 mortos, ao menos 116 pessoas estão desaparecidas na cidade, aponta a última atualização.

"A população tem razão em criticar, mas aqui é uma região bastante acidentada, infelizmente tivemos outras tragédias aqui, e peço a Deus para que não ocorram mais", afirmou Bolsonaro.

Na sequência, o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) contou que o volume de chuvas que atingiu o município foi muito acima dos parâmetros de normalidade e que a região apresenta uma geografia particular, com escarpas e montanhas. "As chuvas mais intensas dos últimos 90 anos", destacou.

Rússia e Hungria

Em coletiva de imprensa, Bolsonaro foi questionado sobre o saldo da viagem feita à Rússia e à Hungria nesta semana. O chefe do Executivo avaliou como "excepcional".

"Tive contato com o presidente [Vladimir] Putin [da Rússia] de mais de duas horas, almoçamos. Uma conversa voltada para vários assuntos, entre eles, obviamente, a questão que leva certa tensão ao mundo. Tive essa conversa reservada", relatou.

"Mas o saldo mais positivo: estive por duas horas a um metro e meio do senhor Vladimir Putin. Uma conversa bastante saudável e até alguns momentos de descontração, o que bem demonstra o carinho que ele tem para conosco", completou.

De acordo com o mandatário, o presidente russo se posicionou ao lado do Brasil em relação à soberania da região amazônica. "Deixo bem claro, eu agradeci em público e em particular, o que nos é muito caro, a região amazônica. A resposta dele [Putin] é que ele sempre esteve ao nosso lado. A soberania é do Brasil."

Bolsonaro comentou o compromisso, feito com empresários, de liberar fertilizantes para a agricultura brasileira e também falou sobre a venda da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados), em Três Lagoas (MS), ao grupo russo Acron.

A mesma avaliação foi feita pelo presidente em relação à viagem na Hungria. "Foi excepcional. Recepção excelente por parte do senhor presidente e do senhor primeiro-ministro. Guardando as devidas proporções, a Hungria é o país que mais cresce economicamente", disse.

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