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Joias de Bolsonaro e Elon Musk: por que a PGR busca arquivar casos emblemáticos no STF?

Paulo Gonet tem dito que casos não têm provas suficientes para serem confirmadas, mas podem ser recados

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O procurador-geral Paulo Gonet solicita ao STF o arquivamento de investigações, alegando falta de provas suficientes.
  • Um dos casos investiga Elon Musk por suposta instrumentalização criminosa do X, mas Gonet não encontra elementos que sustentem a acusação.
  • No caso das joias de Jair Bolsonaro, Gonet destaca a ausência de normas claras sobre a venda de presentes recebidos por presidentes, impossibilitando a configuração de crimes.
  • Essas decisões podem ser vistas como um recado ao Congresso sobre lacunas legislativas e ocorreram após a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Paulo Gonet
Paulo Gonet tem dito que casos não têm provas suficientes para serem confirmadas Gustavo Moreno/STF - 4.3.2026

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) o arquivamento de investigações que foram emblemáticas na corte. Somente nesta semana, dois pedidos foram feitos.

O primeiro pedido de arquivamento foi do inquérito da Polícia Federal que aponta a suposta “instrumentalização criminosa” do X (antigo Twitter) pelo dono da empresa, Elon Musk.

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Nesta, Gonet afirmou que as hipóteses criminais mencionadas no inquérito não têm provas suficientes para serem confirmadas. O “afago” à rede social vem depois da taxação imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Uma das justificativas dadas por Donald Trump era o suposto ataque do STF a empresas americanas.

O procurador-geral acrescentou que, no caso, não há elementos de informação que apontem para uma resistência deliberada da plataforma em acatar as determinações do STF ou do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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No parecer de quatro páginas, Paulo Gonet argumentou não existirem elementos capazes de sustentar a tese inicial de instrumentalização intencional do X para “atentar contra a autoridade do Poder Judiciário brasileiro”.

Caso das joias de Bolsonaro

Já no caso das joias dadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por autoridades estrangeiras e posteriormente vendidas por aliados dele, Gonet disse que “não há norma de lei que defina, com a clareza e abrangência imposta pelas exigências da segurança jurídica, o regime jurídico aplicável a esses bens”.

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Por isso, não seria possível configurar as vendas como crimes de peculato ou lavagem de dinheiro.

Nos bastidores, isso é visto como um recado ao Congresso pela “lacuna legislativa” sobre como devem ser tratados os presentes recebidos pelos presidentes.

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Também era uma decisão esperada após a condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe a mais de 27 anos de prisão.

Em julho de 2024, a PF indiciou Bolsonaro e auxiliares dele por vendas ilegais de joias presenteadas por autoridades internacionais.

Segundo a PF, eles teriam utilizado “a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor”.

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