Após três dias de paralisação, rodoviários do DF voltam ao trabalho
Sindicato conseguiu reajuste de 20% no salário e aumento do vale alimentação
Brasília|Do R7, com TV Record

Após três dias de paralisação, rodoviários do Distrito Federal voltaram ao trabalho na manhã desta segunda-feira (7). Durante um fim de semana intenso de negociações, representantes do GDF (Governo do Distrito Federal), do Sindicato dos Rodoviários e empresários do setor se reuniram e chegaram ao acordo que, segundo os rodoviários, já havia sido firmado na última paralisação, em maio, mas não cumprido: reajuste de 20% no salário dos trabalhadores.
Rodoviários das empresas Piracicabana, Pioneira, Urbim, Marechal e São José conseguiram o cumprimento das reivindicações e, além do reajuste salarial, também terão aumento no vale alimentação e na cesta básica. Neste domingo (6), rodoviários da Piracicabana e Urbim já haviam voltado a circular.
De acordo com as negociações, o reajuste de 20% aos rodoviários não será repassado aos passageiros. Parte desse dinheiro virá da revisão da tarifa técnica — valor que o governo paga para o operador referente a cada passageiro. Também ficou acordado que os profissionais que aderiram à paralisação não terão o ponto cortado nos dias em que não trabalharam. As empresas também terão o prazo de 15 dias para fazer o pagamento retroativo das horas extras ainda não pagas referentes aos meses de maio e junho.
O fim de semana foi tumultuado para os passageiros do DF, que tiveram de usar transporte pirata. Com o fim da paralisação, a movimentação de pessoas foi intensa nas primeiras horas desta segunda-feira (7) na Rodoviária do Plano Piloto, centro de Brasília (DF).
A paralisação teve início na sexta-feira (4) com rodoviários de duas empresas e, no sábado (5), 100% dos profissionais aderiram à greve. O DFTrans (Departamento de Transporte do DF) teve que elaborar um plano emergencial para levar os torcedores que assistiram à disputa entre Argentina e Bélgica, sábado, no Estádio Nacional de Brasília (DF).













