Brasília Aras nega omissão e diz que atuou para não ‘criminalizar a política’

Aras nega omissão e diz que atuou para não ‘criminalizar a política’

Procurador-Geral da República passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Aras passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado

Aras passa por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado

Reprodução/TV Senado

O procurador-geral da República, Augusto Aras, negou alinhamento com o governo federal e disse que não está se omitindo nas ações de combate à pandemia e na proteção ao sistema democrático. Aras passa por sabatina no Senado desde às 10h para tentar ser reconduzido para mais dois anos de mandato.

Questionado pelos senadores sobre eventual falta de ação diante de irregularidades no combate à pandemia de covid-19 por parte do presidente Jair Bolsonaro, o chefe do Ministério Público Federal disse que tem como foco não perseguir integrantes de cargos eletivos.

"Há um cuidado permanente para não criminalizar a política, não prejudicar a política. Não impedir o desenvolvimento das empresas", disse Aras.

Ainda de acordo com o procurador, ele tem atuado dentro dos limites constitucionais. "É garantir a cada senador ou cidadão, cada ministro, seus direitos fundamentais. Para que ninguém, ou alguém supostamente inocente, tenha que passar anos na cadeia para depois ser exonerado de toda responsabilidade", completou.

O indicado pelo presidente deve ser aprovado, pois a forma como conduziu os trabalhos da Lava-Jato, tirando o foco do MPF dos trabalhos da operação, agrada parlamentares.

Aras disse que muitas ações que chegam no Ministério Público Federal têm viés ideológico. "A polaridade é o pior veneno para a democracia. Pois nela, um procurador como eu não agrada nem o governo, nem a oposição. Pois é acusado de omissão quando ele só age com cautela para não passar do limite", afirmou.

Além de passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ele precisa de 41 votos no plenário do Senado para ser reconduzido ao cargo. A votação é secreta e deve ocorrer ainda hoje.

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