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Aras se manifesta sobre marco temporal; julgamento é adiado

Assunto continua na pauta do plenário e volta ao debate na próxima sessão, marcada para quinta-feira (8)

Brasília|Renato Souza e Alan Rios, do R7, em Brasília

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Análise do caso foi adiada para o próximo dia 8 de setembro
Análise do caso foi adiada para o próximo dia 8 de setembro

O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu que o marco temporal das terras indígenas deve ser aplicado de acordo com cada caso. Durante fala no julgamento sobre o tema realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o chefe do Ministério Público defendeu que as terras são originárias dos povos tradicionais e que a propriedade é garantida pela Constituição. Após a manifestação de Aras, a análise do caso foi adiada para a próxima quarta-feira, dia 8 de setembro.

Aras lembrou que o Brasil enfrenta um processo lento de marcação das reservas. "Até a Constituição de 1988 já se deveria ter demarcado todas as terras indígenas, mas não estavam. Essa demora pode representar violação de direitos", afirmou. Ele entendeu que, se a terra indígena estiver sido ocupada ilegalmente, não deve ser considerada a aplicação do marco. "Então, este Procurador-Geral manifesta concordância com o afastamento do marco temporal quando se verifica de maneira evidente que já houve apossamento ilícito das terras dos índios."


O plenário da Corte analisa se os povos tradicionais têm direito às terras ocupadas após a promulgação da Constituição de 1988. O governo defende que a derrubada da tese do marco temporal pode criar insegurança jurídica. Com o adiamento para a próxima sessão, na quinta-feira (8), os manifestantes que integram comunidades indígenas devem continuar em Brasília, onde estão acampados. Um dia antes, no 7 de setembro, devem ocorrer protestos em apoio ao governo, cujo Supremo é um dos alvos dos manifestantes. 

Indígenas acompanham sessão em telão instalado na Praça dos Três Poderes
Indígenas acompanham sessão em telão instalado na Praça dos Três Poderes

Do lado de fora do STF, diversos grupos indígenas comemoraram, emocionados, a forma como a sessão se encerrou. As manifestações de Aras levaram os povos às lágrimas e cânticos tradicionais de diferentes tribos foram entoados na Praça dos Três Poderes. No carro de som, líderes parabenizaram o entendimento do PGR, avaliando que ele pode ser essencial para os votos da próxima semana.

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