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Área técnica do governo tende a recomendar veto a penduricalhos na Câmara

Parecer deve apontar que proposta fere artigo da Constituição que proíbe reajustes sem previsão orçamentária

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A área técnica do governo deve recomendar veto a projeto de lei que concede penduricalhos aos servidores da Câmara dos Deputados.
  • O parecer jurídico aponta que o projeto desrespeita o artigo 169 da Constituição, que limita aumentos salariais sem previsão orçamentária.
  • A reestruturação das carreiras pode ter impacto anual de R$ 4,3 bilhões, mas a decisão final ficará a cargo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • O projeto foi aprovado pela Câmara e inclui gratificações que podem permitir salários de até R$ 77 mil, acima do teto constitucional de R$ 46.366,19.

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DF - LULA/FEMINICÍDIO/LANÇAMENTO/PACTO NACIONAL - POLÍTICA - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, cumprimenta o   presidente da Câmara, Hugo Motta,  na cerimônia de lançamento do Pacto   Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio,nesta quarta-feira, 04 de   fevereiro de 2026, no Palácio do Planalto, em Brasília.    04/02/2026 - Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Projeto aprovado no Congresso depende da sanção de Lula Wilton Junior/Estadão Conteúdo - 4.2.2026

A área técnica do governo federal tende a recomendar veto ao projeto de lei que concede penduricalhos “fura-teto constitucional” para servidores da Câmara.

O parecer jurídico deve apontar que o projeto desrespeita o artigo 169 da Constituição, que proíbe a concessão de vantagens, aumento de remuneração ou criação de cargos sem previsão orçamentária.


A reestruturação de carreiras dos servidores da Câmara e do Senado terá impacto de R$ 4,3 bilhões anuais, segundo cálculos do CLP (Centro de Liderança Pública).

Ainda assim, a decisão final será política. Ou seja, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ignorar a recomendação e sancionar o projeto de lei, especialmente diante da tensão entre os Poderes e a necessidade de angariar apoio para aprovação de projetos prioritários, como o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e a regulamentação do trabalho por aplicativo.


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O texto foi aprovado nesta terça-feira (3), no primeiro dia após a volta do recesso, e vai à sanção presidencial. Durante a votação no Senado, a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), foi questionada sobre o impacto da proposta, mas afirmou que caberá à Câmara encaixar o reajuste.

De autoria da Mesa Diretora da Câmara, o texto cria gratificação que concede um dia de licença para cada três dias de trabalho, com possibilidade de um recebimento em dinheiro em vez da licença. Com isso, o salário de altos funcionários da Câmara pode chegar a aproximadamente R$ 77 mil.


O teto constitucional, que deveria ser o limite de recebimento de um funcionário público, é o salário de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal): R$ 46.366,19.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defenderam a aprovação do projeto. Nesta terça, Alcolumbre, afirmou que o Congresso já aprovou propostas semelhantes para os servidores do Senado, do TCU (Tribunal de Contas da União) e do Judiciário.


“A informação que eu posso dizer é que a justificativa do projeto de que todo impacto em relação a esse reajuste se dará dentro do orçamento próprio de cada Poder”, disse.

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