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Ativista brasileiro é deportado da Argentina por ordem de Milei

Thiago Ávila estava no país vizinho com a esposa e a filha, quando acabou detido, pouco depois de desembarcar em Buenos Aires

Brasília|Do R7, em Brasília, com informações da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ativista brasileiro Thiago Ávila foi deportado da Argentina ao desembarcar em Buenos Aires com sua família.
  • Ele chegou a ser detido pela polícia aeroportuária, que alegou problemas com seu passaporte e informou que ele não seria bem-vindo na Argentina.
  • A deportação foi alegadamente ordenada por altos escalões do governo argentino, vinculado ao presidente ultradireitista Javier Milei.
  • Após negociação, Ávila foi levado ao Aeroporto de Ezeiza, de onde partirá para Barcelona, evitando a deportação imediata para o Uruguai.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Thiago Ávila é conhecido internacionalmente pela atuação em defesa dos direitos humanos Paulo Pinto/Agência Brasil - Arquivo

O ativista pelos direitos humanos Thiago Ávila, conhecido internacionalmente pela atuação em defesa da causa Palestina, foi detido nesta terça-feira (31), em Buenos Aires, ao desembarcar com a esposa e a filha em um dos aeroportos da capital argentina.

Relatos de apoiadores e da companheira dele, Laura Souza, compartilhados nas mídias sociais, detalham que o ativista brasileiro teve o acesso ao país negado. Ele participaria de atividades e debates para divulgação da Global Sumud Flotilla, da qual é um dos dirigentes.


A articulação envolve organizações da sociedade civil que buscam furar o bloqueio à Palestina e levar apoio internacional às comunidades vítimas de violações internacionais, especialmente na Faixa de Gaza.

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Por meio de nota, a Global Sumud Flotilla Brasil informou que Thiago, Laura e a filha, que tem menos de 2 anos, foram parados pela polícia aeroportuária ao chegarem no Aeroparque Jorge Newbery, na área central de Buenos Aires, por volta das 10h30. Eles haviam partido do Uruguai.


“O ativista foi separado da família por alegações de problemas com o passaporte. Dali, acabou encaminhado para uma delegacia, onde policiais disseram que sabiam quem ele era, que ele não seria bem-vindo na Argentina e que não seguiria para a atividade”, informou o grupo.

A ordem, segundo relatos de parlamentares do país vizinho, teria sido dada pelo “alto escalão do governo argentino”.


O presidente do país, o ultradireitista Javier Milei, é conhecido pela defesa do Estado de Israel, por apoiar a guerra em Gaza e se declara fã do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até a mais recente atualização desta reportagem, nenhuma autoridade da Argentina havia se manifestado sobre o que ocorreu com Thiago.

Ainda segundo relato da Global Sumud Flotilla Brasil, o grupo de solidariedade à Palestina na Argentina informou que Thiago se recusou a entrar no avião para ser deportado de forma imediata, de volta ao Uruguai, como queriam os policiais.


Após negociações, Thiago conseguiu ser levado ao Aeroporto de Ezeiza, o principal do país, de onde partirá para Barcelona, nesta quarta-feira (1º), em viagem que estava prevista após a passagem dele por Buenos Aires.

No ano passado, Thiago e outras dezenas de ativistas, entre eles 11 brasileiros, foram capturados por forças militares de Israel quando tentavam chegar à Faixa de Gaza pelo mar para entregar alimentos e medicamentos aos palestinos.

O caso teve grande repercussão internacional, e eles acabaram liberados após ficarem detidos em prisões israelenses, onde teriam sido torturados.

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