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Atuação das Forças Armadas no Rio pode seguir modelo adotado em fronteiras, diz Flávio Dino

O ministro da Justiça e Segurança Pública falou em ‘coordenação federativa’; segundo ele, a proposta já está com o presidente Lula

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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Projeto está na mesa do presidente Lula, disse Dino
Projeto está na mesa do presidente Lula, disse Dino

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que o projeto de intensificação de ações federais no Rio de Janeiro já está com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A intenção é seguir o modelo da Operação Ágata, que atuou durante cinco meses em áreas de fronteira. “Essa é a ideia, porque nós temos a lei complementar nº 97, que autoriza essa presença naquilo que a lei chama de ações subsidiárias”, ressaltou. Nesta quarta-feira (25), as forças de segurança do Rio fizeram uma operação contra a organização criminosa apontada como autora dos ataques a mais de 30 ônibus.

Segundo Dino, a região já conta com a presença reforçada da Polícia Federal, que trabalha com a inteligência nas investigações, além do policiamento ostensivo da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional. “Nosso caminho, neste momento, é fazer a coordenação federativa, ou seja, implementar aquilo que está na lei, o Sistema Único de Segurança Pública, em que o estado exerce as suas atribuições com as suas polícias, e o governo federal auxilia”, explicou.


O titular da Justiça deve se encontrar com o presidente em uma reunião ainda nesta quarta. “Então, a reunião hoje vai no sentido de reforço dessa coordenação federativa. Nós não vamos substituir o estado, porque isso seria inconstitucional. Contraria o que está no artigo da Constituição”, ressaltou.

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O ministro da Secretaria de Governo, Alexandre Padilha, afirmou que a situação da cidade não pode ser encarada como um problema regional, mas sim como algo que afeta todo o país. “Cabe ao presidente e ao governo federal estarem inteirados e saberem o que podem fazer para compartilhar soluções”, explicou.


Separação do ministério

Flávio Dino também comentou a possibilidade de separação do Ministério da Justiça. “A minha posição técnica é bastante conhecida. O presidente Lula não tocou nesse assunto ainda. Imagino que ele pense nisso. Outros especialistas defendem, mas na minha ótica não é a prioridade no momento”, ressaltou.

Ataques no Rio

Ataques a ônibus, trem em chamas e suspensão parcial do serviço do BRT foram registrados em bairros da zona oeste do Rio de Janeiro na última segunda-feira (23). A onda de violência assustou os cariocas na volta para casa e levou o município a entrar em estágio de atenção.

As ações criminosas foram registradas após a morte de um sobrinho do miliciano Zinho, em Santa Cruz, durante uma ação policial. Matheus Rezende, conhecido como Faustão, era o segundo homem na hierarquia do grupo criminoso.

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