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Atuação do Comando Vermelho aparece em operação da PF que teve como alvo CEO do Fictor

Operação Fallax apura suposta dinâmica criminosa com empresas fictícias, participação de gerentes bancários e ligação com facção

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax, focando no CEO do Grupo Fictor, Rafael Góes, por ligação com o Comando Vermelho e fraudes contra a Caixa Econômica Federal.
  • O esquema envolvia a criação de empresas fictícias para obter créditos de forma irregular, utilizando documentos contábeis fraudulentos e a participação de gerentes bancários.
  • A investigação revelou perdas milionárias para instituições financeiras e resultou em 43 mandados de busca, 21 prisões preventivas e bloqueio de bens no valor de até R$ 47 milhões.
  • Os acusados enfrentam diversas acusações, que podem levar a penas superiores a 50 anos de prisão, com o Grupo Fictor sendo central na operação criminosa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Para a PF, parte dos valores movimentados pelo Fictor teria origem em células vinculadas ao CV Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo

A atuação de células ligadas ao CV (Comando Vermelho) entrou no radar da PF (Polícia Federal), durante a Operação Fallax, deflagrada nesta quarta-feira (25). A investigação apura uma eventual conexão de recursos movimentados no esquema com estruturas associadas à facção.

Entre os alvos da operação estava o CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis. A força-tarefa ocorreu para desarticular uma quadrilha suspeita de cometer fraudes contra a Caixa Econômica Federal.

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A PF detalhou que o Grupo Fictor operava com uma dinâmica estruturada para obter dinheiro de forma irregular e, posteriormente, lavar esses recursos — parte dos quais teria origem em células criminosas vinculadas ao CV.

O modelo incluía a criação em larga escala de empresas fictícias, com características padronizadas, como capital social simulado, objeto social genérico e sócio único. Depois, essas companhias eram usadas para pedir crédito a instituições financeiras.

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A dinâmica criminosa identificada pelos investigadores envolvia etapas articuladas, como:

  • Abertura de empresas com aparência de legalidade;
  • Uso de certificados digitais para operações remotas;
  • Captação de pessoas para cessão de dados pessoais;
  • Manipulação de faturamento para simular capacidade de pagamento;
  • Cooptação de gerentes, que repassavam informações sigilosas para inserção de dados falsos em sistemas bancários;
  • Produção de documentos contábeis fraudulentos, como DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) e declarações fiscais.

A investigação detalha que o grupo usava essas empresas por período limitado, de um ano a um ano e meio, com cumprimento de obrigações, inicialmente, para criação de histórico financeiro positivo. Depois, iniciava a fase de inadimplência planejada, o que dificultava a recuperação dos valores pelas instituições bancárias.

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Há indícios de prejuízos milionários a instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Banco Safra.

Para a Operação Fallax, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 21 prisões preventivas e de 43 mandados de busca e apreensão, em cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e da Bahia. Também houve bloqueio de bens, como imóveis, veículos e ativos financeiros, até um total de R$ 47 milhões.

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Os investigados podem responder pelos delitos de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção e crimes contra o sistema financeiro. Somadas, as penas em caso de condenação podem passar de 50 anos de prisão.

Papel do Grupo Fictor

Para a Polícia Federal, o Grupo Fictor teve papel central na sustentação financeira e operacional desse esquema.

A atuação da companhia incluía a injeção de recursos para simular movimentações entre empresas ligadas ao grupo, principalmente por meio de pagamentos cruzados de boletos, estratégia que dava aparência de liquidez e atividade econômica regular às operações.

Além disso, o Grupo Fictor participava da criação e da administração de companhias de fachada. Nesse contexto, a estrutura permitia:

  • Geração artificial de faturamento;
  • Pagamentos cruzados para simular fluxo financeiro;
  • Construção de histórico bancário fictício para obtenção de crédito.

A reportagem pediu posicionamento da empresa, mas não teve resposta até a mais recente atualização deste texto. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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