Brasília Auditor-chefe do Banco Central, Ailton Aquino é indicado para a Diretoria de Fiscalização

Auditor-chefe do Banco Central, Ailton Aquino é indicado para a Diretoria de Fiscalização

O nome foi confirmado pelo ministro da Fazenda, mas ainda precisa passar por sabatina no Senado

  • Brasília | Bruna Lima, do R7, em Brasília, e Renata Varandas, da Record TV

Ailton Aquino, indicado para a Direção de Fiscalização do Banco Central

Ailton Aquino, indicado para a Direção de Fiscalização do Banco Central

Reprodução/Linkedin

O servidor Ailton Aquino dos Santos, auditor-chefe do Banco Central, é o indicado pelo governo federal para assumir a vaga na Diretoria de Fiscalização da instituição monetária. O nome foi confirmado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta segunda-feira (8), junto com o do então secretário-executivo da pasta, Gabriel Galípolo, para a Diretoria de Política Monetária

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Aquino está há mais de 25 anos no Banco Central e, além de auditor-chefe da instituição, já ocupou o cargo de chefe do Departamento de Contabilidade, Orçamento e Execução Financeira. Ele será o primeiro negro na cadeira de direção do banco. 

Formado em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado da Bahia e em Direito pela UDF Centro Universitário, Aquino possui especialização em Contabilidade Internacional, Engenharia Econômica de Negocios e em Direito Público. 

Tanto ele quanto Galípolo terão direito a voto no Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne a cada 45 dias para decidir os rumos da taxa básica de juros, a Selic.

"Eu já conversei com o presidente Lula tem um tempo sobre essa minha intenção e recebi o aval dele. Ele confia absolutamente nas pessoas que estão sendo indicadas e chancelou os dois nomes", afirmou Haddad, a jornalistas nesta segunda-feira (8).

O governo federal é responsável pelas indicações dos diretores e do presidente do Banco Central, mas nomeação não é automática. A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado faz uma sabatina dos indicados e, depois, os nomes vão para o Plenário da Casa para o aval dos senadores.

Os mandatos são de quatro anos e, no caso do líder maior do Banco Central, só termina no meio do mandato de cada novo presidente da República eleito, como uma estratégia para garantir a autonomia da instituição monetária.

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