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Mendonça manda PF investigar vazamento de conversas de Daniel Vorcaro

Dados do dono do Banco Master que estava sob posse da CPMI do INSS vazaram para a imprensa

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro André Mendonça ordena investigação à PF sobre vazamento de dados do banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Dados foram divulgados após entrega à CPMI do INSS, questionando a quebra de sigilo.
  • A investigação se concentrará em identificar responsáveis pelo vazamento, não nos veículos de imprensa que publicaram.
  • CPMI perdeu acesso aos dados devido a decisão do ministro Dias Toffoli para guarda pelo Senado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mendonça atendeu a pedido da defesa do banqueiro após dados irem para CPMI Rosinei Coutinho/STF - 23.11.2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça mandou a Polícia Federal investigar o vazamento de conversas e dados do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Mendonça atendeu a pedido da defesa do banqueiro, que questionou o vazamento das informações após entrega do material à CPMI do INSS. Documentos obtidos a partir da perícia do celular de Vorcaro foram disponibilizados para a imprensa.

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“A quebra do sigilo de dados relativos à pessoa investigada não autoriza o seu desvelamento. Bem ao contrário, enseja, pela autoridade que recebeu a informação de acesso restrito, a responsabilidade pela manutenção do sigilo. Isso porque, a toda evidência, a eventual quebra de sigilo não tornam públicas as informações acessadas”, disse o ministro ao determinar a abertura do inquérito.

Segundo Mendonça, a investigação deve ser sobre quem vazou as informações, e não sobre os jornais que publicaram matérias com o conteúdo.

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“O procedimento apuratório deve ter como hipótese investigativa a eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram, e não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas.”

leia mais

CPMI deveria proteger as informações recebidas

Em dezembro de 2025, o então relator do caso Master no STF, Dias Toffoli, tinha determinado que a Presidência do Congresso Nacional recolhesse todos os dados das quebras de sigilo de Vorcaro que tinham sido disponibilizados à CPMI do INSS.

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Em fevereiro deste ano, após assumir a relatoria dos processos sobre o o banqueiro, André Mendonça mandou a Presidência do Congresso entregar à PF todos os documentos referentes à investigação sobre Vorcaro, sem manter cópia de nenhum dado.

Posteriormente, a Polícia Federal compartilhou essas informações com a CPMI. O colegiado, no entanto, deveria respeitar “rigorosamente” garantias fundamentais como a preservação da intimidade e a manutenção da cadeia de custódia das provas.

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“Fiz questão de consignar na decisão que autorizou a restituição do material obtido pelo colegiado parlamentar que ‘o tratamento das informações’ deve observar ‘rigorosamente as garantias fundamentais, inclusive quanto à preservação da intimidade”, enfatizou Mendonça na decisão desta sexta-feira.

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