Brasília Auditoria do Tribunal de Contas diz que TSE vai garantir segurança nas eleições em outubro

Auditoria do Tribunal de Contas diz que TSE vai garantir segurança nas eleições em outubro

Segundo levantamento do TCU, corte eleitoral está preparada para lidar com riscos e imprevistos nas eleições

  • Brasília | Do R7, em Brasília

Novo modelo de urna eletrônica, mais seguro e moderno, será usado nas eleições de 2022

Novo modelo de urna eletrônica, mais seguro e moderno, será usado nas eleições de 2022

TSE/Divulgação - 13.12.2021

Uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) concluiu que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) está preparado para lidar com riscos e imprevistos durante as eleições de 2022. De acordo com o relatório, o TSE "possui planos de contingências (...) que oferecem proteção aos processos, de forma a não permitir a interrupção das atividades em caso de incidentes graves, falhas ou desastres".

Ainda segundo os ministros do TCU, a atenção do TSE sobre a segurança da informação "com foco em processos, procedimentos e sistemas" está alinhada "às boas práticas internacionais". O relator da auditoria, o vice-presidente do TCU, ministro Bruno Dantas, apresentou o texto referendado pelo plenário da Corte nesta quarta-feira (13).

"Percebo o que TSE tem se esmerado em aperfeiçoar a segurança interna do processo eleitoral, ainda que o sucesso do pleito também demande articulação com outras instituições e com a sociedade, especialmente para que sua execução e conclusão sejam pacíficas", afirmou Dantas em seu voto.

O ministro ressaltou ainda que nenhum dos grupos que participaram do Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação (TPS) de 2021 conseguiu comprometer a integridade ou o sigilo dos votos.

Reserva para emergências

A auditoria registrou que o TSE reserva 33% do total de urnas para substituir equipamentos quebrados ou com alguma falha, e os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) reservam outros 15%. Ainda de acordo com o relatório, o TRE estaria preparado para retomar o processo eleitoral em um caso extremo em que alguma falha ou desastre interrompessem as atividades do órgão.

"Nesse contexto, sob uma perspectiva de conjunto da Justiça Eleitoral, pode-se afirmar que há planos de contingências voltados para a capacitação de pessoal, manutenção predial, reserva técnica orçamentária para as eleições, reserva técnica de material de consumo e de material para o processo eleitoral, possíveis problemas nas urnas (software e hardware), ataques cibernéticos e negação de serviços", concluiu Dantas.

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