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Delegada explica por que medidas protetivas de mulher sequestrada pelo ex foram negadas em GO

Emiliane Tamara Nunes Carvalho foi mantida em cativeiro por cerca de cinco dias pelo ex-companheiro em Águas Lindas

Balanço Geral DF|Do R7

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A delegada Thamires Teixeira explicou que medidas protetivas solicitadas anteriormente por Emiliane Tamara Nunes Carvalho, mantida em cativeiro por cerca de cinco dias pelo ex-companheiro em Águas Lindas (GO), foram indeferidas pela Justiça por falta de elementos que comprovassem as condutas atribuídas a ele. Segundo a policial, Emiliane já havia procurado a delegacia em 2020 e chegou a ter uma medida protetiva, mas retirou a representação posteriormente, levando ao arquivamento do processo.

De acordo com a delegada, o relacionamento entre Emiliane e o suspeito, Ailton Rodrigues, era marcado por idas e vindas, e os dois mantinham vínculos por terem filhos e negócios em comum. Tamires afirmou ainda que o investigado exercia pressão psicológica e financeira sobre a vítima. Para a polícia, a forma meticulosa como ele teria agido dificultava a comprovação das denúncias anteriores. “A vítima sabia, mas não foi possível comprovar nos autos devido à forma como ele agia”, explicou a delegada.

No caso mais recente, Emiliane foi encontrada viva após ser mantida presa, amarrada e amordaçada em uma residência. A Polícia Civil investiga acusações de ameaça, sequestro, cárcere privado e porte ilegal de arma, além de apurar possíveis crimes de estupro e tortura. A delegada também afirmou que a polícia não descarta a participação de outras pessoas no crime.

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