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Filhote de onça-pintada é resgatada no Pará e passa por reabilitação no Cetas, em Brasília

Onça é acompanhada por veterinários e passa por uma rotina que busca reduzir ao máximo o contato com humanos

Balanço Geral DF|Do R7

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Uma filhote de onça-pintada de três meses, chamada Pam, foi resgatada em uma fazenda no Pará e chegou ao Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), em Brasília, para iniciar o processo de reabilitação. O animal recebeu os primeiros cuidados ainda no Pará, onde permaneceu por cerca de um mês com a família que a encontrou. No Cetas, a onça é acompanhada por veterinários e passa por uma rotina que busca reduzir ao máximo o contato com seres humanos, para preservar os comportamentos naturais da espécie.

A reabilitação deve durar entre seis e oito meses. Depois, Pam será encaminhada ao Instituto NEX, em Corumbá (GO), onde terá acesso a um recinto maior, com mais recursos e menor contato com pessoas. Na etapa seguinte, considerada uma preparação para a soltura, a onça terá contato cada vez maior com características do bioma amazônico e precisará demonstrar que é capaz de sobreviver sozinha. Se for considerada apta, será encaminhada para uma área escolhida de forma criteriosa e monitorada por meio de um colar com GPS.

Atualmente, o Cetas mantém três onças-pintadas, vindas da região amazônica, e seis onças-pardas do Cerrado em diferentes etapas de reabilitação. O trabalho busca contribuir para a conservação da espécie, que está ameaçada de extinção no Brasil. Especialistas destacam ainda o papel da onça-pintada no equilíbrio ambiental, já que o animal ajuda a controlar populações de espécies que podem causar impactos em plantações e outros ecossistemas.

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