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Liberdade do 'Maníaco do Novo Gama' revolta famílias das vítimas: ‘Ele tem que ficar preso’

Preso pela primeira vez em 2000, Adaylton Nascimento Neiva cometeu sequência de estupros e assassinatos de mulheres

Balanço Geral DF|Do R7

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Na segunda reportagem da série sobre Adaylton Nascimento Neiva, conhecido como o Maníaco do Novo Gama, familiares das vítimas relataram a dor de reviver os crimes após a notícia de que o condenado voltou às ruas. Preso pela primeira vez em 2000, Adaylton ganhou notoriedade por uma sequência de estupros e assassinatos de mulheres no Entorno do Distrito Federal.

Em 2001, o criminoso foi colocado em liberdade e voltou a cometer crimes sexuais. Em 2009, beneficiado pela progressão de pena, deixou o sistema prisional em regime semiaberto, fugiu e voltou a matar. Recapturado em 2010, confessou ter assassinado nove mulheres, mas acabou condenado por apenas três homicídios. Agora, após cumprir a pena, voltou à liberdade. Para os parentes das vítimas, a soltura representa medo, revolta e a sensação de que a Justiça não foi plenamente cumprida.

Ana Paula Rodrigues, mãe de Alessandra Alves Rodrigues, assassinada aos 14 anos em 2009, contou que ainda sofre ao recordar a filha. Embora diga ter encontrado forças para perdoá-lo, ela defende que Adaylton não deveria estar em liberdade. "Eu liberava o perdão, mas a Justiça precisa ser feita. Ele tem que ficar preso para não colocar em risco outras pessoas", afirmou.

O pai de Luciene Lucas de Caldas, de 6 anos, uma das primeiras vítimas do serial killer e morta ao lado da mãe, disse que a dor permanece mesmo após tantos anos e demonstrou indignação ao saber que Adaylton está novamente em liberdade. Para ele, o criminoso representa um risco à sociedade e pode voltar a fazer novas vítimas. "Ele vai continuar fazendo a mesma coisa. Estou muito revoltado com a situação", destacou.

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