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Uso de cigarros eletrônicos cresce entre jovens e acende alerta para riscos à saúde

Pesquisa do IBGE mostra que quase 30% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já experimentaram o dispositivo

Balanço Geral DF|Do R7

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Mesmo com a proibição da venda e da propaganda no Brasil, o uso de cigarros eletrônicos segue em alta entre jovens. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que quase 30% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já experimentaram o dispositivo, cenário que preocupa especialistas pelos impactos à saúde e pelo risco de dependência precoce.

Entre os relatos está o da publicitária Laura Beatriz, que começou a usar vape aos 18 anos e recebeu, aos 26, diagnóstico de câncer de pulmão após anos de consumo. Outro caso é o do cantor Lélio Guedes, que abandonou o dispositivo após um incidente com superaquecimento e explosão da bateria. Ambos relatam mudanças na saúde e reforçam o alerta sobre os efeitos do uso contínuo. “Não me arrependo de ter parado [de fumar]”, conta Lélio.

O médico pneumologista Ricardo Martins destaca que os cigarros eletrônicos concentram nicotina em níveis elevados e liberam substâncias químicas e metais pesados inalados diretamente pelos pulmões. Além dos riscos respiratórios, o formato, os sabores e a percepção equivocada de menor dano ajudam a impulsionar o consumo entre os mais jovens. A orientação é buscar apoio profissional para interromper o uso e tratar a dependência.

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