Banco Master: saiba por que o ministro Dias Toffoli manteve o sigilo no caso
STF diz que segredo é necessário para evitar vazamentos, proteger o sistema financeiro e garantir o avanço das investigações
Brasília|Leonardo Meireles, do R7, em Brasília
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Na nota em que o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), admitiu a possibilidade de enviar a ação sobre o caso Master para a Primeira Instância, ele também explicou por que decidiu manter em sigilo as investigações que envolvem a instituição.
Segundo o gabinete do ministro, o segredo de Justiça é necessário para evitar vazamentos, não atrapalhar as apurações e proteger o sistema financeiro do país.
Leia mais
Toffoli tem sido criticado por não declarar suspeição devido a familiares dele terem relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master e investigado na ação. Ele argumenta ter sido escolhido por sorteio para relatar o caso no STF no dia 28 de novembro de 2025, dentro da chamada operação Compliance Zero.
Poucos dias depois, em 3 de dezembro, ele determinou que o processo fosse transferido para o Supremo e manteve todas as decisões tomadas pela primeira instância, incluindo o sigilo do caso.
De acordo com a nota divulgada pelo gabinete, a investigação é considerada sensível e envolve possíveis riscos ao Sistema Financeiro Nacional. Por isso, a publicidade dos atos poderia causar prejuízos não só à apuração, mas também a clientes e instituições do setor bancário.
Diligências urgentes
No dia 15 de dezembro, após analisar os documentos iniciais, o ministro apontou a necessidade de diligências urgentes. Entre elas, determinou que os principais investigados fossem ouvidos para prestar esclarecimentos detalhados e apresentar documentos.
Também mandou ouvir dirigentes do Banco Central para explicar questões ligadas à fiscalização do Banco Master e possíveis impactos em outras instituições.
As oitivas aconteceram em 30 de dezembro de 2025 e reuniram presidentes de bancos envolvidos no caso e um diretor do Banco Central.
Na mesma data, foi realizada uma acareação entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, considerada necessária para esclarecer divergências nos depoimentos.
Com base nas informações reunidas e após parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), o STF reconheceu que cabe à Suprema Corte acompanhar as investigações da operação Compliance Zero. A decisão não sofreu contestação.
Pedidos de nulidade rejeitados
Ao longo do processo, o gabinete informa que todos os pedidos de nulidade apresentados pelas defesas foram rejeitados, inclusive alegações de desrespeito ao foro privilegiado. Também foi negada uma tentativa de acordo amigável apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro.
O inquérito policial segue em andamento e continua em sigilo porque ainda há diligências em curso. Alguns investigados foram ouvidos nos dias 26 e 27 de janeiro de 2026. A polícia pediu mais 60 dias para concluir as investigações, e o prazo extra foi autorizado.
A nota também explica que outras operações relacionadas chegaram ao STF. Uma, realizada no Rio de Janeiro, foi devolvida à primeira instância. Outra, feita em São Paulo, chegou ao Supremo por iniciativa da própria Procuradoria-Geral da República.
Segundo o gabinete de Dias Toffoli, o sigilo não é definitivo. Após o fim das investigações, os casos poderão ser analisados e encaminhados para outras instâncias, sem risco de anulação dos atos ou violação do direito de defesa.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp















