Banco Master: ‘STF não está plenamente aparelhado para esse tipo de investigação’, diz advogado
Ministro Dias Toffoli marcou para a próxima semana os depoimentos de investigados da primeira fase da operação Compliance Zero
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Tofolli marcou os depoimentos de oito investigados do Banco Master para o início da próxima semana na Corte. Apesar da solicitação da Polícia Federal de seis dias para colher os depoimentos por videoconferência e presencialmente, o ministro relator autorizou apenas duas datas, em 26 e 27 de janeiro.
Foram intimados para as oitivas nesses dias os diretores do banco de Daniel Vorcaro, do BRB (Banco Regional de Brasília), além de empresários relacionados. A relação de nomes veio de investigados na primeira fase da operação Compliance Zero, que desmantelou um esquema fraudulento que levou à liquidação do Master pelo Banco Central.

A investigação também sofre pressões por causa da relatoria de Dias Toffoli, que é acusado de possuir interesses no caso e de ter tomado decisões controversas. Diante dos desdobramentos do caso e de atritos, o presidente do Supremo, Edson Fachin, antecipou a volta dele das férias para analisar um possível código de conduta para os magistrados.
Para Marcelo Godke, advogado especialista em direito bancário, pela demora normalmente vista nesses tipos de processo, os acusados pelos delitos cometidos no Banco Master podem ser absolvidos. Em entrevista ao Conexão Record News, ele vê com certa estranheza a passagem do caso para o STF, uma vez que outros órgãos poderiam ser mais competentes.
“Ao que me parece, o Supremo Tribunal Federal não está plenamente aparelhado para fazer esse tipo de investigação. Primeiro que a investigação deveria ser plenamente conduzida ou amplamente conduzida pelo Banco Central, com o apoio da Polícia Federal e até da Procuradoria-Geral da República. Se entenderem que a Procuradoria deveria ser envolvida aqui em tempo. O Banco Central tem a própria procuradoria para agir nesses casos”, completa.
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