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BC abre investigação interna para apurar crescimento e liquidação do Master

Medida busca avaliar o que ocorreu com banco privado e como autarquia pode reforçar governança interna de fiscalização

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Banco Central abre investigação interna sobre o crescimento e liquidação do Banco Master.
  • Gabriel Galípolo, presidente do BC, afastou ex-diretores Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana após a liquidação.
  • A investigação busca entender os eventos envolvendo o Banco Master e aprimorar a governança interna do BC.
  • BRB informou que o Banco Master transferiu carteiras de ativos como "compensação" por títulos problemáticos vendidos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente do BC, Gabriel Galípolo, afastou dois servidores, mas não há acusação formalizada contra eles Raphael Ribeiro/BC - Arquivo

O BC (Banco Central) iniciou um processo interno para apurar o crescimento acelerado e a posterior liquidação do Master. A medida, determinada pelo presidente, Gabriel Galípolo, será conduzida pela corregedoria da autarquia federal.

No comando da diretoria do BC de 2019 a 2023, o ex-diretor de Fiscalização da instituição Paulo Sérgio Neves de Souza foi afastado do cargo por decisão de Galípolo, uma semana depois da liquidação do Banco Master, em novembro último. Em 19 de janeiro, ele pediu para deixar a função.


O mesmo ocorreu com o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC Belline Santana. Apesar disso, não há acusação formalizada contra quaisquer dos dois servidores.

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Por enquanto, não há prazo para o fim das investigações da Corregedoria do Banco Central, que tem autonomia para conduzir o caso. O objetivo da medida é permitir uma avaliação interna sobre o que ocorreu com o Master e de como o BC pode reforçar ações de governança de fiscalização.


‘Compensação’ sob análise

Nessa quarta-feira (28), o BRB (Banco de Brasília) informou, por meio de comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que o Master transferiu carteiras à instituição pública como “compensação” pelos títulos podres vendidos a ela — parte dos quais originados pelo Will Bank, liquidado em 21 de janeiro.

“Esses ativos encontram-se atualmente em processo de avaliação (valuation), a fim de que o BRB possa verificar sua real condição e a eventual adequação dos valores envolvidos”, afirma o documento.

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