Belém reforça segurança da COP30 após anúncio de novo protesto indígena
Sob pressão em semana decisiva, negociações começam com reforço no número de policiais e restrição de acesso à ala diplomática
Brasília|Lis Cappi, do R7, enviada especial a Belém
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A semana decisiva para a COP30 começou com um reforço de policiais e aumento de restrições para acesso à ala diplomática da conferência. As novas ações de segurança foram adotadas na manhã desta segunda-feira (17), após anúncio de um novo protesto indígena.
Um ato está previsto para reforçar as demandas apresentadas pelos povos tradicionais para a conferência, que discute mudanças climáticas no âmbito da ONU (Organização das Nações Unidas). A proposta é encerrar uma série de manifestações adotadas desde o início da COP de Belém.
Indígenas protagonizaram ações desde os primeiros dias do evento, com uma barqueata, que reuniu cerca de 200 embarcações para reivindicação de direitos, às margens do rio Guamá.
Os indígenas também fizeram um ato pacífico que bloqueou temporariamente a entrada de negociadores na ala diplomática da COP e levaram pedidos na Marcha pelo Clima, que reuniu cerca de 70 mil pessoas no último sábado.
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As reivindicações passam pela demarcação de territórios indígenas, atenção à justiça climática — de forma que comunidades periféricas e tradicionais recebam ações de infraestrutura e adaptação às mudanças do clima — e espaço de protagonismo, para que os grupos participem de decisões ligadas à pauta ambiental.
As demandas foram formalmente apresentadas para a presidência da COP30, em uma carta com 15 pedidos aos negociadores. Em paralelo, comunidades também reivindicam pautas políticas, com posicionamento contra ferrovia que liga o Pará ao Mato Grosso e para que hidrovias não sejam implementadas.
Novo protesto e reforço na segurança
Um novo protesto está marcado para esta segunda-feira (17). A previsão é de que um grupo indígena saia do local onde funcionou a Cúpula dos Povos, na UFPA (Universidade Federal do Pará), por um trajeto de 5 quilômetros até proximidades do Parque da Cidade, na COP30.
Com anúncio da ação, áreas de acesso para a conferência ficaram mais restritas. Novas grades foram colocadas na entrada e houve um aumento no número policial, diferente dos demais dias da conferência.

Sob reserva, policiais confirmaram que a maior concentração de forças de segurança foi adotada como forma de precaução ao protesto. A nova estratégia também sucede um pedido da ONU, que redigiu uma carta para a presidência da COP30 na última semana. O documento formalizou pedido para mais segurança e mudanças de infraestrutura nos espaços da conferência.
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