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Benefício para juízes liberado pelo STF tem impacto de R$ 1,1 bi ao ano para cofres públicos

Pagamento do adicional por tempo de serviço, conhecido como ‘quinquênio’, é um adicional de 5% a cada cinco anos de carreira

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Decisão do STF libera pagamento do 'quinquênio', um adicional de 5% a cada cinco anos de carreira para juízes.
  • Impacto estimado é de R$ 1,1 bilhão ao ano para os cofres públicos, conforme risco fiscal na LDO de 2026.
  • AGU se opõe ao pagamento retroativo do 'quinquênio', argumentando que não há direito adquirido para magistrados.
  • Decisão prevê economia de R$ 7,3 bilhões, com limite de 35% para verbas indenizatórias, mas várias parcelas continuam válidas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministros do STF. Flávio Dino, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes
Na semana passada, STF aprovou regras para pagamentos de penduricalhos a juízes Antonio Augusto/STF - 26.3.2026

O pagamento do adicional por tempo de serviço, conhecido como “quinquênio”, cujo pagamento a juízes e membros do Ministério Público foi autorizado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) nesta semana, pode custar R$ 1,1 bilhão por ano aos cofres públicos. O dado está entre os riscos fiscais previstos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2026.

O “quinquênio” consiste em um adicional de 5% a cada cinco anos de carreira, até chegar ao limite de 35%. O benefício havia sido extinto em 2006, mas vinha sendo aplicado em alguns tribunais nos últimos anos por meio de decisões administrativas. Em 2023, o TCU (Tribunal de Contas da União) chegou a suspender esses pagamentos, mas a decisão foi suspensa pelo ministro do STF Dias Toffoli.


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Em dezembro de 2023, o Novo ajuizou uma ação no Supremo questionando a postura administrativa adotada pelo Conselho da Justiça Federal e por tribunais federais e estaduais de pagar parcelas retroativas do “quinquênio” desde 2006, com correção monetária e juros de mora, a magistrados que tivessem entrado na carreira antes do fim do benefício. A ação está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

Em janeiro de 2024, a AGU (Advocacia-Geral da União) se manifestou contra o benefício, sob o argumento de que não há ofensa ao “direito adquirido” dos magistrados.


Além disso, dados citados pela AGU na manifestação mostram que a inclusão do “quinquênio” na folha de pagamento já representava um impacto anual de R$ 200,4 milhões. O pagamento retroativo, por sua vez, tinha impacto estimado de R$ 715,2 milhões.

“Cumpre enfatizar que a chancela do pagamento de retroativos referentes ao adicional de tempo de serviço pode gerar efeito multiplicador para outras corporações, fomentando repercussões financeiras de difícil estimação”, disse a AGU na ocasião.


Limite para “penduricalhos”

Além de oficializar a volta do “quinquênio”, a decisão do Supremo criou um limite para o recebimento de verbas indenizatórias de 35% do teto do funcionalismo (equivalente ao salário de um ministro do STF, que hoje é R$ 46,3 mil).

Somando os benefícios, os salários de magistrados, procuradores e promotores podem ultrapassar o teto em 70%, chegando a R$ 78 mil.


A decisão ainda previu um rol de verbas indenizatórias que continuam válidas, como diárias, ajuda de custo em caso de mudança e gratificação pelo exercício em comarca de difícil provimento.

Consequentemente, os pagamentos de todas as parcelas indenizatórias ou auxílios previstos em decisões administrativas, resoluções e leis estaduais são inconstitucionais, “devendo cessar imediatamente”, determinou o Supremo.

Segundo os ministros, a decisão resulta em uma economia de R$ 7,3 bilhões para os cofres públicos, mas a fonte dessa estimativa não foi apresentada.

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