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Bolsonaro deve permanecer internado por pelo menos sete dias, dizem médicos

Equipe médica do ex-presidente alerta que risco de complicações graves ainda não foi totalmente descartado

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jair Bolsonaro deve ficar internado por pelo menos sete dias devido a uma pneumonia grave.
  • O tratamento inclui a administração de dois antibióticos intravenosos e requer monitoramento contínuo na UTI.
  • A idade de 70 anos e comorbidades aumentam os riscos de complicações durante a recuperação.
  • A equipe médica realizará avaliações constantes para ajustar o tratamento e monitorar a evolução clínica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jair Bolsonaro
Bolsonaro teve infecção nos dois pulmões, segundo médicos Beto Barata/PL - 26.3.2025

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve permanecer internado no hospital por pelo menos sete dias para tratamento de uma pneumonia grave nos dois pulmões diagnosticada nesta sexta-feira (13). Segundo a equipe médica dele, esse é o tempo mínimo necessário para a administração de antibióticos na veia.

Os médicos afirmaram que existe risco real de morte e que o caso exige acompanhamento intensivo.


De acordo com os médicos, o ciclo completo do tratamento deve durar entre sete e 14 dias, dependendo da evolução clínica de Bolsonaro. Caso o organismo não responda adequadamente nas primeiras 48 horas, poderá ser necessária a troca da medicação — situação que reinicia do zero a contagem do tempo de tratamento e de internação.

Ainda não há prazo definido nem mesmo para a saída da UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde Bolsonaro permanece sob monitoramento contínuo até que haja recuperação suficiente da função pulmonar e estabilização de seu estado geral.


“A gente não tem prazo ainda para a alta da UTI. Ele vai ficar o tempo que for necessário para restabelecer os pulmões, para restabelecer a saúde. A hora que ele apresentar uma melhora, a gente dá alta da UTI para o apartamento. Mas ainda não há previsão desse período todo. Vai ser um tratamento mais prolongado. É diferente de uma pneumonia simples, onde o paciente recebe antibiótico oral e vai para casa. A pneumonia num paciente de 70 anos com todas essas comorbidades que ele tem, com todo esse histórico, realmente se agravou demais”, detalhou o cardiologista Leandro Echenique.

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Recuperação deve ser lenta

Os médicos afirmam que a recuperação tende a ser prolongada. A idade do ex-presidente, que tem 70 anos, o histórico médico e as comorbidades acumuladas ao longo dos últimos anos são fatores que podem dificultar uma recuperação mais rápida.


A equipe médica realizará avaliações constantes para verificar a resposta ao tratamento e ajustar as medicações conforme necessário.

“Normalmente, quando uma infecção se instala, seja em qualquer um de nós, nós temos a característica da agressividade da bactéria e também da defesa do organismo. E nós sabemos que, quanto mais idoso, mais velho, a cada ano que passa, a nossa defesa tende a ser mais lenta, mais difícil. Então, progressivamente, o risco é maior”, comentou o cardiologista Brasil Caiado.


Embora o estado de saúde seja considerado estável neste momento, os médicos afirmam que o quadro ainda é extremamente grave e continua apresentando risco de vida.

Uma infecção generalizada, conhecida como choque séptico, ainda não pode ser totalmente descartada, e as próximas horas são consideradas decisivas para avaliar a evolução clínica do ex-presidente.

A equipe também destacou que o tratamento exige um equilíbrio delicado entre medicamentos. Remédios usados para conter os soluços — como clorpromazina e gabapentina — são depressores do sistema nervoso central. Esses medicamentos podem causar sonolência e reduzir reflexos naturais do corpo, aumentando o risco de refluxo, novos episódios de engasgo e até confusão mental.

Crise começou durante a madrugada

Segundo os médicos, o episódio que levou à internação começou por volta das 2h desta sexta, quando Bolsonaro começou a passar mal. De acordo com a equipe, ele costuma evitar chamar médicos durante a noite para não incomodar, o que retardou a avaliação inicial.

Quando foi examinado, apresentava febre e calafrios intensos, a ponto de perder o controle do corpo. Os tremores indicavam um quadro de bacteremia — situação em que a bactéria já entrou na corrente sanguínea.

Às 8h da manhã, uma tomografia já indicava grave comprometimento pulmonar. O ex-presidente chegou ao hospital com saturação de oxigênio em 80% e pressão arterial de 9 por 5, considerada crítica, especialmente para um paciente hipertenso.

“O que me chamou atenção foi a velocidade de instalação dessa infecção. Infecções podem evoluir de forma mais lenta ou mais rápida. Mas, no caso específico dele, do quadro de hoje, foi de forma assustadora a velocidade, porque o quadro começa às 2h da manhã, e às 8h a tomografia mostra um grau de comprometimento nos pulmões, mais acentuado à esquerda. Isso nos chama muita atenção para todo o cuidado que nós vamos ter agora e qual a forma de prevenir”, disse Caiado.

Quadro melhorou após atendimento

Apesar da gravidade inicial, a rápida transferência para o hospital foi considerada decisiva pelos médicos. Bolsonaro chegou consciente e não precisou ser intubado.

Após o início do tratamento, a pressão arterial se restabeleceu e a saturação de oxigênio subiu para cerca de 92%, com o auxílio de inalações e medicações específicas.

Tratamento envolve antibióticos e fisioterapia respiratória

O tratamento estabelecido no momento é clínico e inclui a administração de dois antibióticos potentes diretamente na veia, com duração prevista de pelo menos uma semana.

Além disso, o protocolo médico prevê sessões de fisioterapia respiratória para ajudar na limpeza dos pulmões, hidratação para combater a desidratação provocada pelos episódios de vômito e o uso de medicamentos para acelerar o esvaziamento do estômago.

Os médicos também utilizam remédios para tentar controlar crises persistentes de soluço, que fazem parte das complicações enfrentadas pelo ex-presidente.

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